Arquivo para julho, 2009

big eden

Posted in arte, filme, vídeos with tags on 31/07/2009 by Homofobia Já Era

big_edenParece que no percurso de cada homossexual, em maior ou menor intensidade, existe sempre o momento que abdicamos de algo. Deixamos para trás episódios ou pessoas que são importantes e pelas quais nutrimos afeto mas, por qualquer um dos incontáveis motivos, não conseguimos partilhar.

Este “eterno partir” , que não necessariamente significa uma ação real (muitas vezes nos afastamos do que convivemos) é um traço comum que encontramos em relatos verídicos ou imaginários.

A vontade de recuperar o que deixamos no passado, de  refazer  este ou aquele momento incompleto,  faz com que nossas histórias sempre tenham um quê de nostalgia, de felicidade “por um triz”.

moviepic03 Esse é o tema de “Big Edem”. uma filme de 2000 realizado por Thomas Bezucha (o mesmo diretor de The Family Stone). Um artista plástico nova iorquino precisa voltar à sua cidade natal para cuidar do avô adoecido.

A cidade , metaforicamente chamada de “Big Eden”, é onde ficaram suas questões inconclusas. Especialmente seu amor por um amigo que, entre viver um romance com outro homem e seguir o curso normatizado da vida, preferiu a segunda opção.

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moviepic05Na cidade também estão outros personagens com histórias interrompidas. Dentre eles, um descendente  indígena que guarda seu amor ( e seus desejos) justamente para aquele que fugiu dos seus. Uma teia de sentimentos que, invariavelmente, nos enredamos no transcorrer da vida ainda que às vezes não percebemos.

O filme,  de maneira singela e romãntica, coloca uma “lupa” e amplia essas sistuações a ponto delas se cruzarem de fato. Não sem antes surgirem momentos de confusões, dúvidas e comicidade.

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Big Eden, miniaturizando esse emaranhado de situações. consegue um feito raro e valioso como obra cinematográfica: universalizar seu enredo e alcançar qualquer um de nós.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Thumbnail via WebSnapr: http://www.bigeden.com/home.htmlimages

casa do saber

Posted in conhecimento, fotografia, teatro with tags on 30/07/2009 by Jisuis

Pra quem não conhece, a proposta fundamental da Casa do Saber é reunir pessoas em torno de conhecimentos. Apresentá-los, discuti-los, resignificá-los, reconstruí-los… divertir-se. Palestras, cursos, debates nos corredores e nos botecos próximos… a Casa do Saber é um projeto bacaninha que deu muito certo, na minha opinião.

Quem se interessar, vale a pena dar uma olhadela… já existe em Sampa e no Rio. Por aqui, coloco dois eventos cariocas, um deles que ocorre hoje, inclusive.

Bom proveito!

NUMA NOITE
Monólogo cantante

curso_1689“A cantora e atriz Numa Ciro faz uma apresentação única de seu “monólogo cantante”, espetáculo criado especialmente para a Casa do Saber. Combinando o canto com o teatro, sua linguagem cênica é inteiramente ancorada na voz, especificamente na poesia do canto “a capella”. O roteiro, assinado por Numa Ciro e Ana Luiza Martins Costa, aposta no encontro de tempos, origens, linguagens e estilos, reunindo peças musicais e poéticas de diferentes tradições e recolhidas entre as produções da atualidade. A voz se amolda às odes, ao romançal, aos sonetos e cantigas, aos tangos, fados e boleros, às valsas, salsas e foxtrote, às fábulas e cantigas de roda ou de ninar, aos versos musicados de grandes mestres da poesia universal. Numa promove, no palco, um encontro inusitado entre autores e obras tão diversas quanto as de Cruz e Souza, Garcia Lorca, James Joyce, T.S. Eliot, Astor Piazzolla, Roberto e Erasmo Carlos, Caetano Veloso, Chico César, Chico Buarque, Racionais MCs, Nega Gizza, Fiell e MV Bill. A tudo isso se somam ainda as peças produzidas pela própria artista em parceria com grandes músicos como Flaviola, Hermeto Pascoal, Billy Strayhorn, Jean-Michel Jarre e Luiz Gonzaga. “

30 JUL  Quinta-Feira, às 20h30 (30/07)

Valor: R$ 40,00

Saiba mais:

Thumbnail via WebSnapr: http://www.casadosaber.com.br/

 

 

 

 

Casa do Saber e Largo das Artes apresentam:

DESLOCAMENTO  

Fotografias de: Flávio Colker, Murillo Meirelles, Pedro Meyer  e Zeka Araújo
Curadoria: Martha Pagy
Abertura: Segunda-Feira (03/08), às 18h30

Foto de Murilo Meirelles

“A idéia de sair do espaço formal da galeria para realizar uma exposição em um espaço destinado a outras práticas e saberes é estimulante desde o início. De imediato surge a possibilidade da troca e da renovação. E a necessidade de se enfrentar o desafio de ocupar um espaço com dinâmicas específicas. Presente e marcante em todo esse processo é o conceito do deslocamento –  que nomeia a própria mostra e revela ao mesmo tempo a mudança e o estranhamento, desde a seleção das obras até sua instalação em diálogo com a Casa e com suas práticas. Os trabalhos reunidos na exposição reiteram esse deslocamento e ressignificam a imagem ao retirá-la de seu contexto original. Icônicos ou cotidianos, os objetos retratados deixam a esfera do documental e ganham a dimensão da metáfora, e convidam o público a mergulhar em suas múltiplas narrativas poéticas.”

6 anos juntos

Posted in comportamento, diversidade, eles, vídeos with tags , on 30/07/2009 by Homofobia Já Era

viewImage_ashxDestes dois sei muito pouco. Não se tornaram manchetes de jornal (ainda) nem protagonizaram nenhuma história de aventuras e reviravoltas. Paul e Steve são dois jovens comuns de vidas comuns,moradores de Miami, que passariam completamente despercebidos por mim ou por você se não fosse esse detalhe. Eles são homossexuais.

Dito assim a relevância continua pequena mas, vendo o vídeo abaixo,tudo se torna mais claro. Eles não são gays de nenhuma “cena “ conhecida: não são modelos, não são atores nem fashionistas. Um deles Paul, é um garoto de talvez tenha seus 20 poucos anos e que tem uma paixão incurável: história e personagens de quadrinhos.

Por causa dela, ele produz mini-vídeos caprichados comentando, com ares de “expertise”, o que acontece nas revistas e filmes dedicados ao gênero. O outro, Steve, já não se sabe muito. Percebe-se que é mais velho,mais alto, mais tímido mas completamente  apaixonado e acompanha seu predileto nos mais variados programas ( o que inclui micos como ir a caráter numa feira dedicada aos “super-hérois”)

O que chama muita atenção nessa relação é a total naturalidade que tudo ocorre. A homossexualidade incorporada no cotidiano dos dois. Sejam em momentos privados, públicos ou familiares. Sempre um casal explícito com direito a carinhos e afetos sem restrições. Claro que temos uma “vida editada” na qual talvez tenha sido “cortado” as cenas desinteressantes ou problemáticas.

Mas o fato é: pode dar certo e pode funcionar para todos. Talvez eles tenham a sorte de já estarem numa “ilha de tolerância “ em que o teritório das conquistas já tenha se alargado um pouco mais  do que o resto do mundo (principalmente para nós, no Brasil). Mas é possível e desejável para todos.

Dá uma inveja “do bem” ver algo assim acontecendo. Eu vou torcer pela felicidade deles. E você?

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acompanhe esse filme da vida real de várias formas:

 

 

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eudy simelane

Posted in comportamento, direitos GLBTT, diversidade, elas with tags , on 30/07/2009 by Homofobia Já Era

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era uma sul-africana, negra, homossexual. Tinha 31 anos, atleta e ativista dos direitos GLBT. Estava viva até o dia 28 de Abril do ano passado. Nesse dia, foi encontrada morta num  córrego próximo de sua casa em KwaThema, sua cidade natal. Ela havia sido estuprada por vários homens, espancada e esfaqueada mais de 20 vezes no rosto, nas pernas e no peito

A África do Sul é um dos países com o maior número de estupros no mundo. Um em cada quatro homens admite ter forçado alguma mulher a fazer sexo.

Nesse caso a violência tem um nome: “estupro correcional”. Serve para  corrigir ou punir mulheres lésbicas geralmente por conta da sua sua orientação sexual.

70 anos juntas

Posted in comportamento, cotidiano with tags , , on 30/07/2009 by Homofobia Já Era

lesbiancoupleor1Caroline Leto, 86 anos e Venera Magazzu, 97, de Dania Beach, celebram 70 anos de relacioamento no dia 17 de Agosto próximo.Em uma entrevista para o “South Florida Sun-Sentinel”, elas contam que mantiveram sua relação em segredo por anos.“Não se pode simplesmente contar pra todo mundo que somos amantes,” disse Leto.

“Você pode dizer às pessoas que nós somos amigas e alguns acham que somos irmãs.” O casal se conheceu em 1939 durante uma festa. Um ano depois se mudaram para Nova York, contando apenas a familiares e amigos íntimos sobre sua relação. Registraram-se como “domestic partners” em Nova York no ano de 1996 e, em seguida, se mudaram para a Flórida, onde sentiram-se capazes de se envolver com a comunidade gay local. Elas vão ganhar uma festa que está sendo planejada pelo grupo gay “Etz Chaim” no dia do aniversário.

 

texto traduzido e postado na comunidade Homofobia Já Era por Gregório Cavalcante a partir de notícia  do site britânico pinknews
saiba mais:
Thumbnail via WebSnapr: http://www.pinknews.co.uk/ Thumbnail via WebSnapr: http://www.etzchaimflorida.org/

não homofobia: aSSista e aSSine

Posted in direitos GLBTT, mídia, publicidade, vídeos with tags , on 29/07/2009 by Luiz Coletto

O Grupo Arco-Íris, do Rio de Janeiro, está promovendo um abaixo assinado digital para pressionar nosso Senado a aprovar a lei que criminaliza a ‘homofobia’ no Brasil (o conhecido PLC 122/06).

Este vídeo foi produzido pela agência de publicidade Giacometti e lançado no começo desta semana para reforçar a campanha Não Homofobia. Sua idéia o é falar das palavras do alfabeto que são formadas com letras iguais.

E de como seria se tivéssemos preconceito com esses pares de letras, pois não saberíamos o que é progresso, cooperação ou compreensão.

Inteligente, rápido e eficaz. Transmite a mensagem de forma clara e pode e dever ser divulguado entre os amigos, colegas e parentes. E claro, que todos assinemo abaixo assinado caso não tenham feito.

No ar há algum tempo, foram recolhidas mais de 50 mil assinaturas. É muito pouco se pensarmos em quantos gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais, drag queens e heterossexuais esclarecidos existem por este Brasil afora – e com acesso a internet.

Você pode clicar na bandeira do arco-íris, na direita aqui do site. Quem não encontrar, só clicar na imagem abaixo.

 

Thumbnail via WebSnapr: http://www.naohomofobia.com.br/home/index.php

 

Abraços. =)

ser ou nao ser [gay]? eis a questão

Posted in comportamento, diversidade, elas, mídia, vídeos with tags on 28/07/2009 by petitte

O que é ser gay?

Eis um vídeo interessante dno youtube que discute sobre o assumir: não a orientação sexual, mas a identidade gay. Inicialmente um tanto ingênuo, ele traz uma sutileza muito importante no debate das personagens. Em inglês.

think before you speak

Posted in comportamento, direitos GLBTT, diversidade, mídia, publicidade with tags on 28/07/2009 by Homofobia Já Era

 

 
 

 saiba mais aqui:

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preconceito e discriminação, por que?

Posted in comportamento, cotidiano, direitos GLBTT, diversidade, educação, elas, eles with tags , , , on 27/07/2009 by fffff-

Olá  todos

Hoje um assunto delicado mas  com o qual convivemos no dia-a-dia em pleno século XXI. Estamos num mundo gigantesco tanto em tamanho quanto em diversidade e  convivemos com diversos pensamentos, hábitos, culturas e filosofias de vida. No Brasil, entre outros grupos de indivíduos,  existem católicos, evangélicos, deístas e ateus.  Pessoas de inúmeras raças. E temos nós: homossexuais, travestis e transexuais. Um mundo tão imenso desde quando tudo começou.

E por que, em pleno século XXI,  alguns ainda sofrem preconceitos e são discriminados por seguirem uma linha de raciocínio ou por se orientarem sexualmente de uma outra forma? O preconceito, na minha opinião,  vem da falta de conhecimento sobre determinado assunto e da falta de humildade para aprender e abrir a mente para novas opiniões. Já a discriminação vem da ignorância, da índole e da arrogância da pessoa preconceituosa somada à falta de respeito com o semelhante.

 

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Isso, somado, gera a homofobia e uma série de ataques por parte da sociedade contra alguns destes grupos.  Tudo, apenas por causa de uma crença, da falta de cultura ou da falta de humildade para aprender, faz com  que se deixe escapar a possibilidade de viver de maneira que todos se respeitem.

Vejo que no orkut, na mídia  e na sociedade em geral sempre há uma discriminação contra as minorias sexuais. As pessoas ainda não aceitam ou não respeitam outras pessoas por elas gostarem do mesmo sexo e acham que se quer  impor um de estilo de vida como regra social.

Esta não é a questão. Queremos ser respeitados e ter nossos direitos garantidos, pois casais gays quando andam de mãos dadas em algum lugar, ou trocam afetos em locais públicos, logo são reprimidos ostensivamente e, às vezes, de maneira humilhante. O que quase nunca ocorre com casais  heterossexuais. Estes podem, tranquilamente,  trocar afetos sem que isso seja interpretado como um desrespeito ao ambiente nem como forma de baderna.

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Porque travestis só  viram notícia em casos envolvendo crimes e escândalos? Será a que a mídia quer plantar a idéia que toda travesti e trans  são criminosas? Por  que motivo ou razão não mostram travestis e homossexuais com seus feitos, aqueles que conquistaram seus objetivos pessoais ou que  atuam de forma produtiva na sociedade?

Virou hábito criticar os GLBTS dizendo  não temos “vergonha” ou dizendo absurdos sobre a nossa causa. Da mesma forma ateus são discriminados por  não acreditarem na idéia da existência de um deus.  No mundo contemporâneo, plural, científico e tecnológico por excelência,  não deveríamos ser obrigados a ter uma única linha de  conduta.

Crer, ir à igreja, namoros heteronormativos, casamento e depois filhos. Por que  tudo sempre dessa forma? Muitos podem não acreditar, mas fomos por diversas gerações automatizados a associar um modelo de sociedade ideal a uma simples filosofia de vida. Uma decisão que cabe a cada um e não deve ser entendida como norma ou regra.

 

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E o que é pior,isso  pode estar em nós mesmos. Se não tivermos consciência  para perceber que podemos viver a nossa filosofia  de ser e agir. Que somos nós que construímos a nossa vida e  atraímos tudo aquilo que pensamos.  Se não for assim, deixaremos que a sociedade continue a nos tratar de forma preconceituosa e discriminatória.

Não há nada de errado um homem namorar um homem, mulher namorar uma mulher, homem namorar mulher e homem, ser travesti, transexual, ser ateu, ser crente, ser judeu e ter sua própria e legal maneira de viver em sociedade.  Nós somos seres humanos e temos esse livre arbítrio de sermos o que quisermos e o que for de melhor para a nossa vida.

Esse post expressa  minha opinião de que, apesar das diferenças  somos iguais. Se agirmos de forma solidária vamos gerar uma  energia tão positiva que pode fazer o planeta  não viver à mercê da guerra e da desigualdades social que ora nos rodeia.

Abraços.

 

fotos de Spencer Tunick

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matthew mitcham em campanha contra a homofobia.

Posted in direitos GLBTT, diversidade, elas, eles, mídia with tags , , , , , on 27/07/2009 by fffff-
 

0-mix1Matthew Mitcham que ganhou medalha de ouro em saltos ornamentais nas Olimpíadas de Pequim no ano passado,foi uma das celebridades a participar de uma campanha online contra a homofobia.

Promovida por seis organizações, entre elas a Prefeitura de Sydney, a campanha, intitulada This is Oz, conclama internautas a postarem fotos em seu site com mensagens que celebrem a Diversidade Sexual.

Mitcham, por exemplo, mandou uma foto com a seguinte mensagem: "Obrigado mamãe e papai por me fazerem exatamente o Gay que eu sou".Na verdade, o atleta faz uma brincadeira trocando a palavra "way" (jeito), por "Gay".

Além de Mitcham, aderiram à campanha o influente senador australiano Bob Brown, a apresentadora da MTV Ruby Rose e o ex-juiz Michael Kirby. O site, atualizado diariamente, já conta com milhares de fotos em sua galeria

 
Central

mídia do bem III

Posted in direitos GLBTT, diversidade, publicidade with tags , , on 27/07/2009 by Homofobia Já Era
 
 

 

criado pela ONG Israelense

 

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medo de quê?

Posted in comportamento, direitos GLBTT, diversidade, educação with tags , on 27/07/2009 by Homofobia Já Era

Marcelo é um garoto que, como tantos, tem sonhos, desejos e planos. Seus pais, seu amigo João, e a comunidade onde vive também têm expectativas em relação a ele. Porém, nem sempre os desejos de Marcelo correspondem às expectativas das pessoas. Mas, qual são mesmo os desejos de Marcelo? Essa dúvida gera medo… tanto em Marcelo como nas pessoas que o rodeiam.

Medo de quê ? Daquilo que não se sabe. As pessoas, em geral, têm medo exatamente daquilo que não conhecem bem. Assim, muitas vezes alimentam preconceitos que se expressam nas mais variadas formas de discriminação. A homofobia é uma dessas expressões.

Um desenho animado  convida para refletir sobre estes medos em busca de uma sociedade mais plural e solidária. O objetivo é simples: reflexões críticas que contribuam para o respeito à diversidade sexual e para a redução da homofobia.

 

 

 

Para saber mais:

 

logo-Instituto Promundo

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