a parada na paulista

paradaSP-2008A ABGLT _Associação Brasileira de gays, lésbicas e simpatizantes_ enviou carta ao prefeito de São Paulo Gilberto Kassab para que ele mantenha a Parada Gay na Paulista. “É contrária e contraproducente ao propósito de visibilidade das Paradas a sua realização em locais afastados desses centros, afetando inclusive a escala da participação do público e o reflexo disso nas economias dos municípios”, diz a entidade na nota.

A prefeitura de São Paulo e o Ministério Público avaliam se a realização da Parada continuará na Paulista nos próximos tendo em vista os incidentes violentos que marcaram a última edição do evento.

Leia a nota na íntegra:

(matéria originalmente publicada no site Mix Brasil)

“A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), fundada em 1995, é uma entidade nacional que congrega 226 organizações que defendem a cidadania dos milhões de pessoas LGBT do Brasil.

A atuação da ABGLT integra os esforços de organizações de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) que há 30 anos vêm trabalhando em todo o Brasil para promover a cidadania e a igualdade de direitos dessa população, tradicionalmente marginalizada.

Nos últimos dez a quinze anos, a força desse movimento pela cidadania vem se manifestando para toda a sociedade por meio das Paradas do Orgulho LGBT, sendo que São Paulo foi entre as primeiras cidades a embarcar nessa iniciativa. Hoje, seguindo esse exemplo, são realizadas mais de 150 paradas em todo o país.

As Paradas são fundamentais para tornar visível para a sociedade como um todo e para os governantes nas três esferas as reivindicações desse movimento social no que diz respeito à igualdade de direitos e políticas públicas inclusivas, bem com desmistificar a vivência LGBT e desconstruir preconceitos a seu respeito.

A essência das Paradas é a sua visibilidade. Por isso são realizadas em locais estratégicos que simbolizam para as pessoas LGBT, para a população em geral – e até para a nação no caso de São Paulo – o epítome da vida cultural, política e econômica.

É contrária e contraproducente ao propósito de visibilidade das Paradas a sua realização em locais afastados desses centros, afetando inclusive a escala da participação do público e o reflexo disso nas economias dos municípios.

Assim sendo, vimos reforçar a solicitação da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, de que o percurso da Parada de São Paulo permaneça sendo – minimamente para os próximos dez anos – a Avenida Paulista e a Rua da Consolação, e que seja mantido o Vale do Anhangabaú como local que sedia a Feira Cultural LGBT, por serem locais que simbolizam tudo o que foi exposto no parágrafo anterior, servindo inclusive para promover a autoestima da própria população LGBT, ao se ver publicamente afirmada nesses logradouros simbólicos da cidade e da nação brasileira.

Na expectativa de sermos atendidos, estamos à disposição.
Respeitosamente
Toni Reis
Presidente

 

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