saindo do armário

OgAAAJsss0fXf6ZfDGS4HfNK9-zQDQDsf3SxAtMgXURa-sV4dtgKitRICmyFOm9RYGMHb296_IPeFR36sUX19plqB1cAm1T1UPtLY4GcfWEKg_JG9-eozwfSIWJ7Conforme prometido vou falar sobre a saída do armário. No post anterior, contei sobre minha descoberta e nesse aqui como foi assumir minha orientação para a sociedade e para a família.

Depois da minha descoberta eu comecei a fazer amizades com travestis no Orkut. Fiz várias amig@s e com o tempo todos já começaram a me perguntar. Eeu omitia meu sentimento e as amizades foram crescendo.

No meu Orkut tinha o pessoal da minha familia e amigos do colégio onde estudava. Comecei a participar de Orkontros e fui “dando pinta” pois, por mais que você tenta esconder, sempre surgiam comentários entre as pessoas. Foi assim até o dia 11 de Setembro de 2008 (1 dia antes da parada Gay do Rio de Janeiro)

Era sábado e  fui almoçar fora com meu pai. Nós fomos ao shopping Nova América e ,depois do almoço, a gente conversou um pouco. Ele me disse que me viu  falando sobre homossexualidade, que eu falava muito abertamente sobre gostar de  travestis e que, no meu  blog, tinha colocado fotos de travestis.

Ele perguntou se, por algum acaso, eu gostava de travestis. Ele esperava uma resposta dizendo que não gostava mas eu abri o jogo e falei a verdade. Falei que gostava de travestis, que sentia tesão por elas e que, futuramente, pretenderia me casar com alguém assim.

Vieram algumas  perguntas:  se eu gostava de homem. Eu disse que não que só gostava de mulher e travesti. Meu pai ficou meio que sem entender. Expliquei que curtia um corpo feminino “com um detalhe a mais.” Ele  me perguntou, por fim, se eu seria ativo ou passivo nas relações; daí eu retrunquei dizendo que esta pergunta era muito indiscreta.

Na conversa ele disse que não queria isso pra minha vida, que gostaria que eu arranjasse uma namorada mulher e futuramente casasse e formasse uma família. Me disse que, apesar de não concordar com o meu gosto, ele continuava me amando e me pediu, apenas,  para que eu não contasse para minha mãe para evitar um choque muito grande.


Fomos pra casa  e fiquei “de boa”. Contei pra Petite, por msn, que tinha saido do armário para meu pai e ela me deu umas dicas e tal. No dia depois fui na parada Gay do Rio de Janeiro. Peguei o metrô para Copacabana e fui no Orkontro com a galera da HJE no dia da parada.

A parada foi muito boa, beijei a primeira travesti na boca pois estava tirando fotos com diversas travestis foi daí que uma me pediu um beijo de despedida e ela meio que me roubou um beijo e eu retribui!

Me diverti muito, comprei pulseira e gravata do Arco Íris.Depois da parada fui pra casa e fiz o upload das fotos  que havia tirado. Os dias foram passando e meu pai me enchendo a paciência para eu não “dar  bandeira”, pois não tinha caído a ficha da minha mãe.

Foi quando 1 mês depois, numa manhã de terça feira, minha mãe saiu de casa às 9 da manhã dizendo que ia no shopping. Passou meio-dia, 16Hs, chegou às 18Hs, horário que meu pai retornava do trabalho. Ele perguntou pela minha mãe. Falei que ela havia saído bem cedo dizendo que ia ao shopping.

Meu pai,  preocupado, ligou para as irmãs dela e soube que minha mãe estava na casa da minha tia em Vila Valqueire. Meu pai  foi para lá e eles  ficaram conversando sobre a minha sexualidade. Acho que ela estava chorando e o pessoal tentando acalmá-la.  Eram mais  ou menos 20Hs quando os dois chegam e tivemos uma conversa a 3.

Expliquei sobre meu gosto e sobre minha sexualidade e ela repetiu o discurso do meu pai: que me amava apesar de não concordar com o meu gosto pelas travestis. Acho que  ficamos bem e não tocamos mais no assunto sobre homossexualidade.

Atualamente meus pais sabem que eu gosto de travestis e uma parte da minha familia também. Estou saindo do armário aos poucos, pois este processo requer um tempo e hoje alguns amigos conhecem minha orientação.

Vou à boates onde as travestis frequentam. Já fiquei com diversas e também com “crossdressers”, já tive relações sexuais  e tudo mais e hoje vivo a minha vida intensamente e muito feliz, apesar de alguns “efeitos pós saída do armário” que irei contar no próximo post com mais detalhes.

Beijos

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