Arquivo de agosto, 2009

bruno gmünder 2009

Posted in arte, homoerotismo, livros, mídia with tags on 28/08/2009 by Homofobia Já Era

ouça enquanto folheia

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beautiful_business_affairs5

les nuits d’été

Posted in arte, letra & música with tags , , on 28/08/2009 by Homofobia Já Era

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daniels berlioz

poder ou potência?*

Posted in conhecimento, opinião, texturas with tags , , on 28/08/2009 by Homofobia Já Era

784068 De todos os casais adultos que conheceu, minha filha de 15 anos só admira um. É um casal de mulheres: M., HIV positivo há mais de uma década, tem pouco mais de 40 anos e uma filha de 22 – de um casamento anterior -, que acaba de transformá-la em avó; e A., de 35, que é filha de pais desaparecidos. Minha filha adorou-as assim que as conheceu, há uns três anos, quando ainda desconhecia os bastidores truculentos de suas biografias. Mas ela recebeu o verdadeiro golpe de misericórdia há um mês, quando M. e A. se tornaram mães. O aporte de capital masculino para a co-produção correu por conta de X., um homem gay, amigo íntimo de ambas, que venceu a corrida pela Grande Inseminação após derrotar três ou quatro adversários – também gays – que disputavam o topo da lista de candidatos feita pelas meninas. O bebê é chorão, robusto como um touro e tem um nome exótico e desafiador que eu jamais lhe daria. As vidas acidentadas de suas mães já acumularam exotismo e desafios suficientes. Mas ninguém é perfeito.

Andei me perguntando por que minha filha acha que sim; por que para ela – filha de pais heterossexuais mais ou menos ajustados, criada num contexto onde o amor straight não foi uma experiência especialmente deprimente – a relação de M. e A. é o modelo do amor perfeito. É verdade que o amor lésbico tem um quê de “novidade”, e que o tipo de novidade oferecido está em perfeita sincronia com esse momento homossexual por excelência – a adolescência -, em que garotos e garotas se perguntam com uma seriedade quase teológica por que motivo deveriam sacrificar a paixão cúmplice e sem fissuras que lhes inspiram as amizades do mesmo sexo por aquela que lhes promete, arrebatada, porém instável, o sexo oposto. Mas quero supor que há outras razões, algumas delas menos “evolutivas” e, portanto, muito mais estimulantes para ser pensadas. A que de início me vem à cabeça é que, por ser um amor entre “iguais”, o amor entre mulheres tem, à primeira vista, certa aura de “horizontalidade”, um componente “democrático” que o amor heterossexual – entre “diferentes” – não apresenta de forma tão visível, ou que talvez obscureça em conseqüência de uma longa tradição conflituosa, ou simplesmente sepulte sob o peso de uma vontade de poder, de posse, de exclusividade, que parece constitutiva de toda relação sentimental.

E005419 Eu pensava algo parecido há alguns anos, quando ao meu redor, no jardim com ares predominantemente pudicos da Buenos Aires dos anos 1980, os primeiros casais gays começavam a despontar como flores impertinentes. Parecia-me que, incubado num contexto repressivo, forçado à dissimulação e à militância, alheio, a princípio, aos imaginários que entristeciam o amor heterossexual (a família, os estereótipos, “o homem no trabalho”, “a mulher em casa”, “o homem em cima”, “a mulher embaixo” etc.), o amor gay tinha uma oportunidade única: a de inventar formas de experiência sentimental alternativas. Era assim que eu pensava, esperançoso, e mesmo com inveja, e assim continuei pensando até perceber como em pouco tempo, ou melhor, rapidamente, a uma velocidade que chegou a me assustar, essas flores anômalas iam se integrando às cores e às formas entremeadas ao jardim, moderando seus modos e estilos e aprendendo de cor os roteiros que, supunha-se, deviam ser arquivados numa gaveta. Da noite para o dia não havia casais mais heterossexuais – mais convencionais, sedentários, estereotipados – do que os homossexuais. A passagem da alternativa à paródia foi instantânea. As cenas de ciúmes entre gays pareciam estilizações patéticas do instinto de posse sexual straight. E o homem mortiço que recebia seu par-homem-trabalhador vestido com o avental de cozinha e a casa recendendo a especiarias transformava a velha e desoladora mulher dona de casa numa personagem quase sexy, numa dessas falsas freiras de filme pornô que levantam os hábitos e mostram que estão nuas e no cio, prontas para o que der e vier.

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drag queens europride london uk 2006

Posted in fotografia with tags on 25/08/2009 by Homofobia Já Era

drag queens europride london uk 2006 031

WebshotsLogo

pride is dead by méxico

Posted in comportamento, web with tags , , on 25/08/2009 by Homofobia Já Era

Thumbnail via WebSnapr: http://www.prideisdead.com/Enquanto aqui caminhamos a passos lentos e vagarosos rumo as conquistas mínimas, necessárias e obrigatórias para o reconhecimento da cidadania e direitos para a comunidade GLBTTT no México, do qual quase não ouvimos falar a não ser quando o assunto envolve problemas urbanos da megalópole, ou as posturas radicais do movimento Zapatista ou os dramas da fronteira com os EUA, a discussão sobre os rumos do movimento homossexual já está num outro estágio em que modelos consagrados de militância são colocados em xeque diante de novas formas de intervenção social.

Esse site, que reúne o pensamento e atividade dessa alternativa política, é um convite a  uma reflexão saborosa, arrojada e diferente do modelo brasileiro.

As intenções aqui traduzidas esclarecem e provocam:

Pride is Dead é recheado de contradições, a partir da dissidência da percepção do clichê do orgulho gay, e como ele tem sido deformado e já totalmente inserido no "mainstream", numa atitude corporativa e uma pálida sombra do que era inicialmente. Pride is Dead é um anti-ativismo, mas o prefixo "anti" se refere ao anti-herói da ficção contemporânea: para realizar os mesmos objetivos de uma  forma pouco ortodoxa. Não queremos desfiles. Não queremos mais bandeiras. Nós nos recusamos a ser rotulados. Nós não queremos estar nos meios de comunicação para enganar os outros a seguir pelo lado corporativo da homossexualidade ou assumir que esta é  a única verdade.
Nós não queremos convencer ninguém, nem  mudar radicalmente a opinião das pessoas sobre o assunto. Queremos que todos participem e se envolvam. Nós não somos políticos. Se nossas atividades gerar  debate, bom para as pessoas que abrirão as suas mentes para uma visão diferente sobre as coisas. Estamos aqui  para partilhar as nossas ideias, para dar espaço aos que querem mais, através de exposições, conferências, publicações, concertos, festas e qualquer tipo de atividade que o Pride is Dead puder proporcionar.
Pride is Dead é recheado de contradições, a partir da dissidência da percepção do clichê do orgulho gay, e como ele tem sido deformado e já totalmente inserido no "mainstream", numa atitude corporativa e uma pálida sombra do que era inicialmente. Pride is Dead é um anti-ativismo, mas o prefixo "anti" se refere ao anti-herói da ficção contemporânea: para realizar os mesmos objetivos de uma  forma pouco ortodoxa. Não queremos desfiles. Não queremos mais bandeiras. Nós nos recusamos a ser rotulados. Nós não queremos estar nos meios de comunicação para enganar os outros a seguir pelo lado corporativo da homossexualidade ou assumir que esta é  a única verdade.

Nós não queremos convencer ninguém, nem  mudar radicalmente a opinião das pessoas sobre o assunto. Queremos que todos participem e se envolvam. Nós não somos políticos. Se nossas atividades gerar  debate, bom para as pessoas que abrirão as suas mentes para uma visão diferente sobre as coisas. Estamos aqui  para partilhar as nossas ideias, para dar espaço aos que querem mais, através de exposições, conferências, publicações, concertos, festas e qualquer tipo de atividade que o Pride is Dead puder proporcionar.

No mínimo importante de conhecer e no máximo uma cutucada ousada e provocante no que entendemos por orgulho e articulação política do meio.

Além do ambiente virtual Pride is Dead edita uma revista, The Beef Magazine, que pode ser baixada em formato pdf.

issue01 issue03 issue02
jul1-1024-x-768 edgar-1024-x-768 chuy-1024-x-768

rammstein

Posted in comportamento, letra & música with tags on 25/08/2009 by Homofobia Já Era

du riechst so gut (1995)

Mann Gegen Mann (2006)

rammstein20logo

legislação e jurisprudência LGBTTT

Posted in direitos GLBTT, livros, política with tags on 24/08/2009 by Daniel Rodrigues

LGBTTT

A publicação é uma amostra de leis e jurisprudências em prol dos direitos da comunidade LGBTTT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e transgêneros), pesquisadas até setembro de 2006.

A obra está dividida em duas partes. Na primeira, apresenta os instrumentos internacionais de compromisso com os Direitos Humanos assinados pelo Brasil e a legislação brasileira em prol dos direitos LGBTTT. Na segunda parte, traz as jurisprudências exemplares pesquisadas.

A inexistência de lei, não exime a Justiça de sua função na garantia dos direitos, menos ainda é justificativa para negá-los. Pelo contrário, as jurisprudências trazidas nesta publicação são exemplos de matérias ainda não disciplinadas por lei, que nem por isso deixaram de ser solucionadas de forma exemplar no que tange a garantia dos direitos LGBTTT.

Esta coletânea é o testemunho da crescente legislação que a temática de igualdade de direitos para a comunidade LGBTTT conquistou em âmbito federal, estadual e municipal, logo, é merecedora da atenção e da preocupação das e dos legisladores brasileiros no sentido de sua ampliação.

Os instrumentos internacionais que foram incluídos representam os marcos dos Direitos Humanos de forma global, em especial com relação às mulheres. Em nenhum dos instrumentos internacionais pesquisados foram encontrados, de forma explícita, a afirmação da não discriminação contra LGBTTT, entretanto, para que os Direitos Humanos alcancem todas as pessoas humanas, devem ser considerados de forma universais, indivisíveis e interdependentes pois estão essencialmente inter-relacionados e remetem à própria natureza humana.

Thumbnail via WebSnapr: http://www.coturnodevenus.org.br/leisejuris/index.htmPortanto, todo e qualquer indivíduo, independente de seu sexo, orientação sexual, idade, classe social, raça, etnia, religião, cultura, filosofia, pensamento ou quaisquer outras qualificações, não pode ser excluído de sua tutela. Pessoas e instituições devem, obrigatoriamente, legitimá-los.

Em relação à legislação, foram pesquisados todos os estados brasileiros.

O livro está disponível na internet em pdf e em versão acessível para deficientes visuais.

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