quando o "pacote" vem completo…..

877-5222106.embedded.prod_affiliate.56 Você já se imaginou em uma relação amorosa com aquela pessoa especial, em que o sexo é maravilhoso, o companheirismo é exatamente como você sempre desejou e a paixão se fortalece a cada dia? Até a vida financeira anda bem, ou seja, nada parece atrapalhar.Todos passaram, passam ou passarão por isso em algum momento da vida, ou ao menos uma parte disso, espero eu.

Porém o que fazer quando o pacote acima citado vem completo com o que você esperava conquistar com o tempo, com a relação madura e mais desenvolvida? Quando seu amor já vem com filhos?

Desenvolvi uma imagem de uma relação fantasiosa, mas ainda assim, mais real do que os desenhos da Disney nos faziam crer quando éramos crianças e não fazíamos idéia de como era realmente o mundo real e que uma “madrasta”, com certeza, seria uma péssima idéia na vida de qualquer criança.

Voltando à realidade, como se relacionar com os filhos de seu parceiro (a) e com ele(a) ao mesmo tempo?

Afinal, você o (a) escolheu e não a eles.Nem eles a você. Amar alguém é fácil, agora, a relação com as “crianças” com certeza é mais difícil, a educação dada é outra. Se esse relacionamento já é complexo mesmo entre casais heteros, imaginem agora em casais homos: você é a pessoa com quem o pai (ou mãe) mantém uma relação homossexual, diferente da idéia heteronormativa em nossa sociedade e, ainda nos dias de hoje, motivo de piada e críticas nas escolas e outros lugares sociais.

Desenvolver um carinho com as crianças, conquistá-las, derrubar o ciúme que pode haver da parte delas assim como da sua e saber que você nunca estará em 1º lugar pode ser complicado. Um pensamento egoísta decerto, porém a meu ver compreensível, afinal, você não quer o mal de ninguém.

Lembro quando assumi minha homossexualidade; tanto para mim quanto para minha família, estavam todos cheios de preconceitos embutidos e que foram quebrados com vivência e vontade de aprender.

041009_GayParents_hd.hmediumNão queria ser visto com homens femininos e nem com mulheres masculinizadas, achava um absurdo como eles “forçavam” suas atitudes para chocar os outros.

Transexuais e travestis então, nem se fale! Definitivamente não entendia como era possível tudo aquilo.Dizia, inclusive, que nunca namoraria um bissexual, alguém que não sabia exatamente o que queria (…)

Pois é, tudo mudou, e sabe como?

Eu vivi, vivi com tanta vontade de aprender que esses tabus se quebraram, o preconceito originário de minha ignorância foi quebrada com boas pitadas de cultura, de aprendizado, inteligência e pesquisas.

A Homofobia Já Era foi uma das grandes responsáveis por isso, junto com o esclarecimento de diversos membros atuantes na época.Mas, em todos esses anos, ainda não entendi como vivenciar uma relação em que o (a) companheiro (a) possui filhos. A forma como se tratam, a educação extremamente diferente da que tive e da que pretendo dar aos meus filhos caso os tenha um dia.

Sei que não existe manual que ensine nada em nossa vida. Muito menos como expor incômodos, medos ou apenas receios que possam magoar a pessoa que amamos. Mas nada deve ser um impedimento grande o suficiente para terminar uma relação. Uma conversa franca, sensível, direta e verdadeira é mais do que necessária em momentos como esse.

Se existe uma coisa que aprendi na vida é que evolução é uma opção, já diz meu irmão Alexandre Callari em seu livro; logo, opto por evoluir e aprender algo novo.

One step at a time.

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