Arquivo para março, 2010

brasil, 30 de março de 2010

Posted in homofobia with tags on 31/03/2010 by Homofobia Já Era

Aos Nossos Filhos (Ivan Lins-Vitor Martins)

Perdoem a cara amarrada,
Perdoem a falta de abraço,
Perdoem a falta de espaço,
Os dias eram assim…
Perdoem por tantos perigos,
Perdoem a falta de abrigo,
Perdoem a falta de amigos,
Os dias eram assim…

Perdoem a falta de folhas,
Perdoem a falta de ar
Perdoem a falta de escolha,
Os dias eram assim…

E quando passarem a limpo,
E quando cortarem os laços,
E quando soltarem os cintos,
Façam a festa por mim…

E quando lavarem a mágoa,
E quando lavarem a alma
E quando lavarem a água,
Lavem os olhos por mim…

Quando brotarem as flores,
Quando crescerem as matas,
Quando colherem os frutos,
Digam o gosto pra mim…

Digam o gosto pra mim..

douradopb

welcome

Posted in homoafetividade with tags on 30/03/2010 by Homofobia Já Era

revolverheld – unzertrennlich

Posted in homoafetividade, vídeos with tags on 26/03/2010 by Homofobia Já Era

Você esteve lá onde eu estive?
Alguma vez você chegou
Quando o tempo estava
a se esgotar no vento?
Como as ondas que continuam
a voltar?
Você valeu a pena?
E tão difícil não termos sido capaz
de escrever nossa história.

Inseparáveis
Somos eternos
Nós somos inseparáveis
Perdidos em nosso mundo

Finalmente eu encontrei
O que pertence a nós
Um mundo em um segundo
A nos destruir em paz
Com idas e vindas
Como nossos sonhos
Que continuam voltando
Nos dando coragem
Criando o momento
Para escrever nossa história

Estamos aqui
Para viver este momento
Onde há amor
Este é o nosso tempo

Inseparáveis
Somos eternos
Nós somos inseparáveis
Perdidos em nosso mundo

revolverheld

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1957 – 2010

Posted in arte, violência with tags , on 16/03/2010 by Homofobia Já Era

Leandro Caracciolo_glauco

 

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johnny alf :1929-2010

Posted in homoafetividade, letra & música with tags on 13/03/2010 by Homofobia Já Era
Ilusão à toa

Eu acho engraçado
Quando um certo alguém
Se aproxima de mim
Trazendo exuberância
Que me extasia

Meus olhos sentem
Minhas mãos transpiram
É um amor que eu guardo há muito
Dentro em mim
E é a voz do coração que canta assim
Assim:

Olha, somente um dia
Longe dos teus olhos
Trouxe a saudade do amor tão perto
E o mundo inteiro fez-se tão tristonho

Mas embora agora eu tenha perto
Eu acho graça do meu pensamento
A conduzir o nosso amor discreto
Sim, amor discreto pra uma só pessoa
Pois nem de leve sabes que eu te quero
E me apraz essa ilusão à toa

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Posted in arte, grafismo, letra & música with tags on 12/03/2010 by Homofobia Já Era

be yourself

Gay Media Group
 

orlebar brown

Posted in homoerotismo, moda with tags on 11/03/2010 by Homofobia Já Era

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Posted in sustentabilidade on 10/03/2010 by Homofobia Já Era

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cuide bem do seu amor

Posted in letra & música with tags on 07/03/2010 by Homofobia Já Era
A vida sem freio me leva, me arrasta, me cega

No momento em que eu queria ver

O segundo que antecede o beijo

A palavra que destrói o amor

Quando tudo ainda estava inteiro

No instante em que desmoronou

Palavras duras em voz de veludo

E tudo muda, adeus velho mundo

Há um segundo tudo estava em paz

Cuide bem do seu amor

Seja quem for,

Cuide bem do seu amor

Seja quem for…

E cada segundo, cada momento, cada instante

É quase eterno, passa devagar

Se o seu mundo for o mundo inteiro

Sua vida, seu amor, seu lar

Cuide tudo que for verdadeiro

Deixe tudo que não for passar

Palavras duras em voz de veludo

E tudo muda, adeus velho mundo

Há um segundo tudo estava em paz

Cuide bem do seu amor

Seja quem for,

Cuide bem do seu amor

Seja quem for…

Palavras duras em voz de veludo

E tudo muda, adeus velho mundo

Há um segundo tudo estava em paz

Cuide bem do seu amor

Seja quem for,

Cuide bem do seu amor

Seja quem for…

Os-paralamas-do-sucesso-Aonde-quer-que-eu-va

chase hostler by thomas synnamon

Posted in fotografia, homoerotismo with tags , on 05/03/2010 by Homofobia Já Era

Chase Stoler2

Chase Stoler1

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gay couples – por toda a vida

Posted in letra & música, vídeos with tags , on 04/03/2010 by Homofobia Já Era

“mellow version” do vídeo “Gay couples featuring Renato Braz” agora com música do cantor e compositor Claudio Lins

É por toda vida

Que arderá em minhas veias
Essa chama farta e cheia
Acendida por você

Seja quando a gente ama
Seja quando a gente briga
E é por toda vida
Meu amor por toda vida

Não existe o que nos ate
O que nos una a coisa alguma
Não existe só palavra
Que nos tire do conto de fada

Esse amor que sai de mim
Se entranha no seu corpo
Não estanca, corre a fio
Corre escorregadio

Como corre inexorável
Para o mar, água de rio

E é por toda a vida
Que arderá em minhas veias
Essa chama farta e cheia
Acendida por você

Seja quando a gente ama
Seja quando a gente briga
E é por toda vida
Meu amor por toda vida

E é por toda vida
Meu amor por toda vida

joão silvério trevisan

Posted in direitos GLBTT, personagens with tags on 04/03/2010 by Homofobia Já Era

Existem alguns JST no mesmo cidadão João Silvério Trevisan.

JST Existe o homosexual de vanguarda que esteve à frente e vivenciou momentos históricos da construção da nosssa  identidade onde tudo, de fato, aconteceu. João morou um bom par de anos nos Estados Unidos na fase mais efervescente do movimento gay norte-americano.

Existe o militante histórico, do qual tive a honra e o prazer de compartilhar a participação num dos 1ºs grupos organizados para a defesa dos direitos homossexuais, o carioca-paulistano SOMOS inspirado no lendário grupo argentino.

Eu, um pirralho curioso e ele já uma liderança intelectual, inteligente e debochada que, com sabedoria e contundência, desafiava a ortodoxia da esquerda que nos queria à reboque das lutas políticas mais urgentes (ou seja, os viados sempre tomando no rabo!).

Existe, depois, o ex-militante engajado mas pensador e mobilizador político atuante e independente que nunca se negou a estar presente, ajudando e intercendendo, em qualquer situação que homossexuais, principalmente os mais anônimos e hostilizados por familiares, eram humilhados pelo aparato policial (para os mais novos o que parece quase uma lenda, na época, era a coisa mais comum e corriqueira).

Existe, quase paralelo a tudo isso, o João escritor que, mesmo ignorado pela crítica e editoras, continou a publicar seus romances de temática homossexual, seus ensaios iluminadores e que se viu consagrado por dois trabalhos históricos: o romance “Ana em Veneza”, premiado com o importante Jabuti e o ensaio fundamental e definitivo “Devassos no Paraíso”, radiografia precisa e preciosa da história da homossexualidade brasileira desde o descobrimento até a contemporaneidade.trevisan

João também, generoso, foi coordenador de diversas oficinas de literatura pelo país, ensinando jovens escritores os ofícios e a disciplina necessária para a profissão. Ainda ,aqui e ali, escreveu poesias,contos, roteiros para filmes nunca produzidos, etc.

João, no entanto, ficou mais conhecido do grande público gay como colaborador regular das publicações GLS que surgiram no Brasil na década de 80 em diante. Foi editor do histórico Lampião, único jornal gay já publicado e depois colunista das revistas Sui-Generis, já extinta, e na G Magazine onde escreve até hoje.

Como é natural do humano, João envelheceu. Hoje já é um senhor dos seus 60 anos.Da mesma geração dos tropicalistas e da esquerda revolucionária que sonhou transformar o Brasill numa república socialista e marxista, Por isso, como todos que viveram um sonho que não se realizou, carrega uma certo travo amargo nas suas opiniões e reflexões. Um certo desapontamento em analisar os (des)caminhos da mobilização GLBT brasileira.

Não sem razão, muitas vezes, mas o fato é que João “enranzinzou e se rabugentou”. Não perguntei mas ele próprio deixa transparecer esta sensação nas entrelinhas dos seus textos mais recentes.

joao_silverio_Trevisan1 Só se vê novamente o brilho e o incendiário de outrora quando encontramos João, anualmente, em algum lugar nobre da Parada de SP. Sempre prestigiado, lembrado e convidado para o palanque e para os holofotes. Aí João surge quase menino com sua emblemática gravatinha borboleta arco-íris junto com um impecável blaser e uma camisa de tricoline inglesa xadrez. Sua marca registrada.

Naquele instante de verdadeira e poderosa emoção, João volta a ferver. Ele que esteve presente desde a 1ª parada (apenas uma volta tímida, acompanhada de vários camburões à espreita, pelo centro velho de SP com uma dezena de bichas-pingadas,valentes e receosas, ao redor de uma Kombi velha).

João, que sobreviveu por acaso e sorte, à devastação do 1º momento mais violento da AIDS inicialmente chamada de “peste gay”. Ele que já era viado quando o termo nem era conhecido pelo grande público.

Pois é esse João, com o qual às vezes concordo, às vezes me emociono e às vezes me irrito, que é importante ser lido permanentemente. Em um dos seus últimos grandes artigos ele escreveu o texto que faltava sobre o controverso costureiro Clodovil.

Sem condescendências mas com uma visão de quem o viu como personagem importante de nossa própria história João, ao traçar o perfil desta figura muitas vezes patética, revelou numa agudeza de observação rara, que há um pouco de Clodovil em cada gay brasileiro. Mesmo que tentemos a todo custo esconder.

Por isso, e por muito mais, leia João. Ele é a nossa voz.

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leia uma entrevista com JST contando

um pouco da sua história clicando na foto acima

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