iguais

Acho digno quando artistas manifestam em suas obras mais do que a vontade de obter fama ou dinheiro.

No dia em que ela se declarou a cidade inteira silenciou
Todos queriam ouvir a resposta
Águias com seus vôos rasantes, urubus à espreita
de um pobre instante
Rezando pelo não nas suas costas
E ela cantava o seu amor
Com a sua garganta branca
E ela jurava o seu amor
Com sua garganta santa
No dia em que a outra decidiu enfrentar o mundo
por aquele amor
Sentiu o peso sobre seus ombros
Pai, mãe, filho, irmãos, amigos e um casamento antigo
Julgamentos e seus escombros
Mas elas se amavam tanto
Que já não cabia engano
Mas elas se desejavam tanto
Mesmo o futuro uma tela em branco
Nunca foi tarde demais
O medo, a verdade desfaz
Águias, urubus, julgamentos, fobias, força bruta
Tudo é pouco demais
Código civil, onde se viu, “nêgo”que enrustiu
não separa os iguais

IT

Thumbnail via WebSnapr: http://www.isabellataviani.com.br/

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Uma resposta to “iguais”

  1. Louvável! Pena que a melodia é terrível, muito óbvia. Mas sim, é muito legal ver uma artista com essa postura, que levanta a bandeira de seu jeito.

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