Arquivo para julho, 2010

eu não quero voltar sozinho*

Posted in diversidade, filme with tags on 29/07/2010 by Homofobia Já Era

E se você tivesse um filho? E se seu filho fosse cego? E se seu filho fosse cego e gay? Daniel Ribeiro, o diretor da delicadeza da diversidade, tenta ajudar a responder e nos entender com seu novo curta-metragem.


* Prêmio de público, crítica e júri no III Festival Paulínia de Cinema

aimé nº12

Posted in pdf, revistas with tags on 25/07/2010 by Homofobia Já Era
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assim avançamos

Posted in direitos GLBTT, diversidade with tags on 23/07/2010 by Homofobia Já Era

pink nique

assim melhoramos

Posted in direitos GLBTT, diversidade, esporte, homofobia with tags on 22/07/2010 by Homofobia Já Era

Feliz dia do amigo!

Posted in bioblog with tags , , , , , , on 22/07/2010 by Adriano Mascarenhas Lima

De repente, eu estava chorando em frente ao computador. Mas eram lágrimas serenas, de felicidade, emoção. O motivo: Um amigo meu me disse, pelo GTalk, que estava cada vez mais fora do armário. Ele relatou que havia saído de mãos dadas com um rapaz em público, primeiro em uma festa “hétero”, e depois caminhando pela praia. Perguntei ao meu amigo o que ele sentiu ao fazê-lo (de praxe, acabo sempre me concentrando nas sensações das pessoas quando me contam as coisas). Ele me falou coisas sobre liberdade, sobre a sensação de estar fazendo algo importante, e sobre a consciência de este ser um direito simples que nos é negado e precisa ser conquistado: o direito de expressar afeto. Ele falou ainda sobre se ver futuramente como algum tipo de militante pela diversidade, como se fosse uma coisa inevitável. O que poderia ser apenas um relato sobre um caso até trivial, de certa forma, ganhou outros contornos quando ele me disse que pensou muito em mim nesse processo. Ele disse que sabia que eu ficaria orgulhoso dele por isso. Como não se emocionar?

O nome desse amigo é Bruno. Nós nos conhecemos em um fórum de RPG, bem antes do advento das redes sociais como local preferencial de interação online. O que a princípio eram conversas (frequentemente hilárias) sobre os jogos, logo se tornou um contato diário (ainda frequentemente hilário, haha) sobre todos os assuntos possíveis, tamanha foi nossa afinidade. Quando nos conhecemos, não sabíamos da sexualidade um do outro, e, de minha parte, confesso que eu não sabia nem da minha direito. Um dia, escrevi um texto em um blog assumindo-me bissexual (porque eu achava que era), ao que o Bruno respondeu com parabéns e contando-me também que era gay. Não foi a sexualidade que nos uniu como amigos, mas ela nos uniu mais quando soubemos que teríamos com quem contar.

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*o medo de ser

Posted in direitos GLBTT, homofobia with tags on 19/07/2010 by Homofobia Já Era

Na semana em que a Argentina aprova o casamento gay, peço licença para relatar uma historinha banal. Moro num bairro aprazível e “tranquilo”, sonho de consumo de dez entre dez cariocas. Dos que não vivem lá, obviamente. “A grama do vizinho…”. Pois é. De um tempo para cá, por motivos que me são alheios, alguns playboys deram de gritar “veaaaaaado!!!”
quando me vêem na rua. Outro dia, derrubaram minha pasta no chão. Numa noite anterior, rolou um inesperado banho de uísque com Redbull no casaco novo… Depois disso, a calçada ficou mais longa que uma maratona. Chegar à varanda torna-se uma decisão pesada, difícil de tomar. A pasta, o cheiro do uísque com Redbull… Difícil. Como vocês podem ver, trata-se de uma história de bullying, a palavra do momento. Seria só mais uma, não fosse o caso de atingir um certo cara no auge da meia-idade. Eu.

   Nunca havia passado por isso antes. E não pretendia experimentar agora. Mas aconteceu — fazer o quê? Penso em várias “soluções”. A mais radical é mudar de bairro. Deixar para trás uma casa que adoro e que montei aos poucos, no ritmo que o salário aguado permitiu. Deixar para trás, também, um prédio no qual fiz amigos. É uma “solução” penosa e triste, creio. Faz com que eu me sinta covarde, pequeno, sujo, miserável. Sem falar no trampo, né? Mudança, segundo pesquisas, é uma das situações que mais geram estresse na vida. As outras são separação, morte… Mudança é um pouco separação e morte.

  A outra “solução” é sugerida por amigos, que perguntam: Por que você não denuncia? Por que não procura a polícia?” Simplesmente porque não vivo dentro de um episódio de “Law & order: Special Victims Unit”, a genial série americana que ficcionaliza o cotidiano da unidade de elite da polícia nova-iorquina especializada na investigação de crimes de natureza sexual. Se eu tivesse a certeza de que meu “caso” seria tratado pelos detetives Stabler e Benson, correria para a delegacia mais próxima. Na maior confiança. Como todos sabemos, não é bem o caso por aqui.

  E também posso fazer o que estou fazendo neste instante: expor meu pequeno drama (que, convenhamos, não interessa a quase ninguém) nas páginas de um grande jornal como este O GLOBO. Vai ter gente se identificando, é claro. Vai ter gente criticando a superficialidade do texto (provavelmente, com razão: sou meio raso mesmo). Vai haver quem elogie a coragem do repórter, bem como quem o ache um rematado covarde. Sinceramente, leitor, sua opinião me importa. Mas pouco muda. Desculpe qualquer coisa, tá? É que na hora de voltar para casa, não vai ter detetive Benson nem Stabler, amigos, leitores ou páginas para segurar a barra. A mim, restará torcer, solo, para não encontrar os pequenos e medíocres algozes do dia a dia. Em encontrando, restará torcer para que não estejam muito bêbados ou alterados, pois isso conta — e muito — nessas horas.

  O cotidiano pode se dividir entre poder ou não ser você mesmo na rua, no ônibus, no boteco… Mas convenhamos: isso ainda não é tão possível no balneário de São Sebastião. Somos toscos, mal educados, infantis e preconceituosos. Friendly my ass, isso sim. Ih, falei.

 
Eis a história — até agora. As cenas dos próximos capítulos? Não sei o que esperar desta trama triste. Mas sei o que não esperar no curto prazo: civilidade. E aqui me permito repetir uma obviedade: civilidade não se compra no supermercado ou na quitanda. Se constrói. Ao longo de muito tempo. E é aqui que penso numa notícia da última semana: a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo na Argentina. 

  Não sei se a notícia foi realmente bem-vinda ou se mereceu um tratamento tão retumbante por ser muito surpreendente. Mas o fato de a Argentina ter se tornado o primeiro país da América Latina e do Caribe a aceitar o chamado casamento gay mereceu amplíssima cobertura da imprensa brasuca. Nas páginas e nas telas, parece algo de muito bom, apesar dos protestos dos usual suspects (Igreja católica, círculos conservadores, arautos da família etc.). Ouso pensar que se a notícia tivesse vindo de outro país que não nosso arqui-rival, teria sido ainda mais celebrada. É de bom tom na imprensa alardear correção política, mesmo quando o coração se inclina na direção oposta.

Fiel à rivalidade, não consigo parar de comparar, mentalmente, Brasil e o país hermano (que as piadinhas já transformaram em hermana). Mas quando digo país, leia-se cidade. É isso: não consigo parar de comparar mentalmente o Rio, onde sempre vivi, e Buenos Aires, cidade que conheci ainda criança e à qual já voltei várias vezes. E acho que, no quesito friendly, BsAs ganha de longe, muito longe, do Rio.

Aqui, cabe esclarecer. Grandes questões como direito a adoção de crianças e a herança do(a) companheiro(a) são fundamentais, é óbvio. Palmas para os países que já garantiram tudo isso a seus gays, lésbicas, transgêneros, simpatizantes e quem mais chegar. Mas, em minha humílima opinião, é o dia a dia que conta. É do cotidiano que a vida é feita. Do dia de sol ou chuva, do ônibus que chega na hora ou não, que para ou não no ponto… Do chefe que te saúda ou não no trabalho, do colega que te dá uma força ou puxa o teu tapete, do amigo que te liga no momento certo. Da flanada prazerosa pela tua cidade, sem medo de pitboys e pitbulls. Ou não.

Aqui, volto à Argentina. Foi corajosa a aprovação do chamado casamento gay naquele país. Cheio de inveja, deixo meus parabéns. Não sou idiota a ponto de acreditar que uma lei acabe, magicamente, com pré-conceitos acumulados ao longo de séculos e cevados à base de ódio à diferença. Mas é um primeiro passo para uma rotina mais amena no futuro.

Quando é que vamos dar este passo?

 

Jefferson Lessa é repórter do jornal O Globo

Ilustração de Claudio Duarte

* Texto publicado na seção LOGO/A Página Móvel, 
que saiu na editoria RIO do jornal o Globo

depois dos temporais

Posted in direitos GLBTT with tags , on 15/07/2010 by Homofobia Já Era

Hoje a América Latina deu um passo tímido mas fundamental para que possamos ir à frente rumo a cidadania plena nessa parte do globo. Na Argentina, os homossexuais já podem se casar, constituírem família com todos os direitos e deveres das pessoas que assim o desejam. De agora em diante não só amor, companheirismo e compromisso unem dois gays argentinos: mas inclusão social com dignidade,com garantias e com reconhecimento legal. Assim melhoramos.

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Alex Freyre e José María Di Bello, homossexuais latinos-americanos, se casaram no dia 28 Dezembro de 2009 e de hoje em diante, oficialmente, serão um dos muitos casais gays plenos e felizes na Argentina.

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