"a última homofóbica" do rio de janeiro*

wanted-rickNo domingo, dia 23 de Janeiro, uma história envolvendo André Fischer, editor do site Mix Brasil, seu namorado, uma amiga e um amigo que está indo pra Berlim fazer um curso de curadoria chocou o Brasil (clique aqui para ler o artigo, intitulado "Caramba, fui vítima de homofobia" ).

Enquanto esperavam na fila para ver uma exposição, foram verbalmente agredidos por uma moça visivelmente perturbada psicologicamente. “Parecia uma pessoa possuída”, segundo o próprio autor do texto. Ligaram para a polícia e para o Brasil Sem Homofobia, não recebendo retorno de nenhum dos dois durante a hora em que ficaram cercando a “homfoboba” (sic) no saguão do CCBB.

O editor do site publicou uma foto e pediu que todos buscassem “a louca” para evitar que ela continuasse agredindo gays. E todos os gays se mobilizaram na busca do que parecia ser a última homofóbica do Brasil. Bastava encontrá-la, que a luta estava encerrada! Uma moça de uns 30 anos, desequilibrada, fora das ruas, vai trazer todos os avanços que a comunidade LGBT almeja. A luta contra o preconceito não começa com as leis, pressionando os governos. Ela começa nas ruas, combatendo indivíduos.

Ok, eu não concordo com isso, e espero que você também não. Mas antes de discordar da solução encontrada por André Fischer, certifique-se de que você é branco, porque, segundo o próprio, chamar alguém de “bicha escrota” equivale a chamar de “preto escroto” qualquer preto escroto que discorde da sua ação (como foi o caso da segurança negra do CCBB).

Já que a comparação foi feita, não precisamos ir longe para ver o quanto a luta negra se diferencia do ato praticado ontem na internet: o sonho de Martin Luther King nunca foi o de publicar em jornais os dados dos racistas. Nelson Mandela também não fez isso. Quem publica fotos de indivíduos com seus endereços, telefones e outros dados é o governo de Uganda, que é declaradamente contra a homossexualidade; prática que é combatida por órgãos contra homofobia em todo o mundo. No caso do editor, seu namorado e seus amigos que vão morar em Berlim, entretanto, fez-se o mesmo. Uma perseguição à bruxa, a última homofóbica do Brasil.

Mandela nunca teria conseguido o que conseguiu publicando fotos de quem não o deixava entrar nos ônibus. Racistas existem ainda hoje e existirão por um longo tempo, infelizmente. O segredo para o fim do preconceito está na lei, e não na cabeça das pessoas. Sendo perseguida, ela, a bruxa do CCBB, não irá parar de odiar gays, mas se a polícia tivesse chegado a tempo, talvez ela não estivesse solta. Ela e tantos outros agressores, assassinos até.

Em nenhum momento do post ou da mobilização na internet, foi-se comentado sobre o engavetamento do PLC 122/2006, projeto de lei que faria deste acontecimento um crime. Poucos homossexuais que sabem o nome, endereço, Facebook e MSN da última homofóbica do Brasil sabem nomear pelo menos um senador que é contra o PLC 122/2006, contra o casamento gay, e por aí vai…

Escolhemos o barraco e a fofoca antes da mobilização e ação política. Agimos como bichas verdadeiramente escrotas. Mais interessante do que divulgar a foto para os internautas, seria levar a foto à delegacia e fazer uma reportagem sobre as investigações. O que importa de verdade são os nossos direitos, que devem ser garantidos pelo Estado. O resto, cada enrustido ou mal-comido que resolva entre as quatro paredes. Ou então atrás das grades!

capuz2 * Essa é a estréia de mais um colaborador do blog: Rafael Puetter é roteirista e videomaker. Acredita que a luta por direitos iguais deve ser parte da vida de todo aquele que é diferente (ou seja, todo mundo). Escreve para o blog http://brinkstv.wordpress.com e no twitter @rafucko.
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39 Respostas to “"a última homofóbica" do rio de janeiro*”

  1. Matheus Says:

    Muito bom o texto, Rafael.
    E mais uma vez parabéns aos idealizadores do blog… uma feliz e necessária iniciativa.

  2. Faz sentido. A internet gera uma pressa, que muitas vezes é mais rápida do que o ponderar, o refletir. A informação deve ser passada, e só.

    Eu repassei o link, por choque, acho. Mas sim, não deixa de ser uma reação olho por olho impensada.

    Curti o texto. Mas também é um julgamento. Acho que a internet está banalizando o apontar de dedos. Tenho certo medo disso.

    • Oi Manu,

      definitivamente este texto é um julgamento. É a minha opinião. Também fiquei chocado ao abrir o link e já ia apertando o botão de compartilhar antes mesmo de ler, mas enquanto lia fui mudando de opinião.
      Acho que não se combate ódio incitando a violência, intenção clara do post emocional do editor de um site deste porte. Ao meu ver, a mistura da razão com a emoção é, nesse caso, muito perigosa.

  3. […] This post was mentioned on Twitter by aline, Gisele, Gisele, jonas, Rods, rodin, rodolfo and others. Rods, rodin, rodolfo said: RT @rafucko: Morre a última homofóbica do Rio de Janeiro https://homofobiajaera.wordpress.com/2011/01/26/a-ultima-homofobica-do-rio-de-j … […]

  4. rafucko, seu lindo.

  5. oi rafa, é ótimo o texto sim, você só não pode escrever “Nenhum homossexual que sabe o nome, endereço, Facebook e MSN da última homofóbica do Brasil sabe nomear pelo menos um senador que é contra o PLC 122/2006, contra o casamento gay, e por aí vai…”
    ou você conhece todos os homossexuais?

  6. Rafael, muito bom o texto.
    Acho a andré bem incoerente às vezes. Acho que ele esquece que é formador de opinião, tem na mão um site badalado e referência para o mundo gay brasileiro. Ele faz parte do grupo do curralzinho vip, do povinho da grife, da elite que fica xoxando a pãocomovo e depois quer ter um discurso de diversidade e contra preconceitos. Pisou no pé dele a resposta tem que ser imediata. Leis é uma luta ampla e para favorecer a todos, então, tem que se pensar no Outro.

  7. JENNER Says:

    Parabens pelo texto penso exatamente como você – é a policia quem deve investigar, encontrar, notificar e encaminhar a justiça e essa sim julgar… enquanto a ‘LOUCA HOMOFOBICA’ cometeu ‘crimes’ que não são nem tipificados por lei, e portanto, não cabem mais do que uma repreensão judicial – o Sr. André Fischer – cometeu crimes com provas materiais que não só dão cadeia como indenização por perdas e danos – valendo-se de sua imensa popularidade agiu covardemente antes quando criou o post que foi reproduzido por inumeras pessoas nem sempre mantendo o teor do texto original (que carece de detalhes e me fez questionar se esse é realmente um jornalista) mas sobretudo depois quando revelou nome, idade, insinuou uma internação psiquiatriaca sem dizer o motivo.. adjetivou.. adjetivou como quis e até divulgou o nome DA FILHA sugerindo que a ‘LOUCA HOMOFOBICA’ devesse perder a guarda da mesma… mas o que impressiona mesmo – é o que fazer agora quando se descobre que a ‘LOUCA HOMOFOBICA’ é o homossexual tambem… vira Xou da Xuxa – MENINAS CONTRA MENINOS?

    babaquice. fiquei indignado em ver um ser humano sendo tratado sem ter o menor direito a defesa.. mas é isso.. MUITO LOUCO MESMO UMA MAE LEVAR UMA FILHA AO CCBB PRA VER O ESCHER.

  8. Ei, tirou a imagem do meu blog. “Cartaz publicado por blogs”. Isso, o Canudos Coloridos. Bom, mas ok, na próxima vez você me avisa que tirou de lá. Normal, acontece na primeira primeira vez que publicamos um post. =)

    Não sei se preciso explicar este cartaz que fiz. De qualquer maneira, é a interpretação que tive do texto do André Fischer. Ele não está à caça de uma homofóbica e sim de uma mulher com problemas mentais. O texto dele deixa muito claro que ela tem problema. Enfim. Deram a voz a uma mulher louca. Última coisa que se deve fazer no mundo. Vide Tulla Luana. Combater a homofobia sim. Mas tomar cuidado para não fazer o papel de bobo. O cartaz faz essa reflexão. Explico aqui porque tenho certeza de que tem gente interpretando besteira.

    Enfim, é isso.
    Espero o link.
    Abraço.

  9. “Em nenhum momento do post ou da mobilização na internet, foi-se comentado sobre o engavetamento do PLC 122/2006,” (…) “Poucos homossexuais” (…) “sabem nomear pelo menos um senador que é contra o PLC 122/2006”

    “Escolhemos o barraco e a fofoca antes da mobilização e ação política” (…) “Mais interessante do que divulgar a foto para os internautas, seria levar a foto à delegacia e fazer uma reportagem sobre as investigações.”

    Fui pego de surpresa, não sabia de nada disso. Ainda não tenho uma opinião formada, mas gostei muito desses argumentos.

  10. Ricardo Aguieiras Says:

    Bom, obrigado pela reflexão, sempre útil, mas discordo da sua opinião e dos comentaristas, aqui. Gostaria apenas ter o direito de me expressar. Eu não gosto do André Fischer, tenho sérias críticas com relação a ele e ao sites que ele é o dono, acho que ele apenas oferece coisas para um público muito restrito, dentro da minoria homossexual masculina. No entanto, no caso, ele agiu certo.

    Vamos lá:

    a) Eu acho que chamar um negro de “negro escroto” É tão dolorido quanto chamar um homossexual de “bicha escrota”. Ele só deu essa resposta à segurança do Banco do Brasil por que ela minimizou o ocorrido, sem ter esse direito….

    b) Lei nenhuma garante o fim de nada, muito menos o preconceito. que acaba com o preconceito é a Educação, pois ela ensina a pensar e leva à reflexão. A Lei é necessária, sim, para uma solução imediata e garantia de Direitos, mas não muda a cabeça de ninguém, infelizmente. Sou a favor de leis que nos protejam, sim. Mas não quero viver num Estado Policial onde as coisas só e somente são conseguidas na Justiça. Se Educação não estiver junto, leis serão apenas paliativos.

    c) Infelizmente, o Movimento LGBT está dominado pelo partidarismo e pelos partidaristas, que, ao invés de combaterem a homofobia, usam os/as homossexuais para divulgarem o partido. É um movimento que faz muito tempo que não se comunica com suas bases…

    d) AF discou para a polícia (190) ficaram de mandar uma viatura que não chegava..Ligou também para o disque-homofobia e ninguém atendeu. Ou seja, fez o que qualquer cidadão orientado faria…

    E) Homofóbicos e homofóbicas devem , sim ,serem procurados e terem suas imagens divulgadas. …

    f) Discordo também disso de se esperar tudo de um Estado ou governo ou presidente. Revolução de minorias se faz nas ruas, com protestos, que é o que o Movimento LGBT deve e precisa fazer, sem esperar mais nada de presidente ou de poderosos bonzinhos e sorridentes, que ficam segurando a bandeira do arco-íris só para sairem bem nas foto, mas nada fazem…

    Detesto futilidades, consumismos exarcebados, ditadura da estética e todos os valores que os sites de André Fisher defendem;Mas não podemos ser maniqueístas: desta vez ele acertou

    g) Por que você coloca uma foto escondendo o seu rosto? eu, pelo menos, me mostro inteiro, assumindo perante todos e todas minhas posições e opiniões.

    Grato,
    Ricardo Rocha Aguieiras
    aguieiras2002@yahoo.com.br

    • Questão de opinião, mesmo.
      1) qualquer preconceito é doloroso, eu só não entendo a relevância da questão do negro no caso que ele contou. A segurança pedir pra ele deixar isso pra lá seria errado sendo ela negra ou branca. Continuo sem entender por que isso sequer foi mencionado no post.

      2) A educação é, sem dúvida, o mais importante de tudo. Com boa educação a gente não precisaria de uma penca de leis. Não beber e dirigir, não roubar, etc. etc. etc. Continuo sem ver onde a publicação da foto da indivídua se encaixa em “educação”.

      3) Ligar para a polícia é o certo, o errado é a polícia não vir!!

      4) Concordo que a revolução das minorias vem do protesto – inclusive o de cercar a moça para que ela não saia até que a polícia chegue. Daí a caçar um por um é um método discutível…

      O importante neste post é mostrar a minha opinião, que tá aí escancarada. Fotos minhas por inteiro nada iriam agregar à discussão e eu prefiro guardá-las para outros sites.

      Forte abs!

      • Ricardo Aguieiras Says:

        A “relevância da questão do negro” foi justamente por que a segurança negra não deu nenhuma relevância à questão de ser uma agressão a um gay. Se um negro vier minimizar a minha dor e a minha luta enquanto gay eu vou também perguntar para ele se ele gostaria que a dor dele e a luta dele fossem minimizadas. Masi claro e didático que isso, impossível.

        André Fischer está lutando pelos seus direitos enquanto cidadão

        A publicação da foto ocorre claramente e obviamente no sentido de justamente o que você fala: procurar se defender , criar precedentes e isonomias, lutar por direitos, ir atrás de criminosos e de homofóbicos.

      • Luiz Claudio Lins Says:

        Prezado Ricardo,

        Suas resposta foi editada como todas as respostas que são enviadas para o Blog Homofobia Já Era. É uma prática regular da qual o autor Rafael Puetter não tem nenhuma responsabilidade pois, na alçada de colaborador, ele não acessa esta ferramenta. O texto do comentário é editado por questões de espaço e quando julgamos necessário para que haja uma fluidez do sistema de réplicas e tréplicas.

        O importante, após leitura inicial , é destacar seu apoio ao comportamento que motivou à crítica do post original. E isso está claro tanto no 1° quando nesse 2º comentário.

        A comparação entre o fato ocorrido com o publisher e o assassinato do adestrador de câes Edson Néris, em nossa opinião, não é apropriada. Mas como alertado por você, essa é uma opinião e com a qual não endossamos nem ratificamos. A questão do aparelhamento partidário-ideológico do movimento GLBT também nos parece deslocada nesse contexto.

        O Blog Homofobia Já Era é uma das ações coletivas oriundas da comunidade Homofobia Já Era do orkut. Assim como o é o grupo do facebook e demais inserções nas redes sociais.

        Não é uma publicação comercial, nem um partido político ou uma ONG sem nenhum demérito a essas instãncias. Mas, portanto, não está atrelado a esse ou aquele pensamento ideológico apesar de cada colaborador estar livre para expressar suas idéias e opiniões.

        Lamentamos que nossas proposições estejam em desacordo com as suas . Agradecemos sua participação até o momento e, caso esteja decidido, simplesmente cancele sua participação nos grupos organizados pela Homofobia Já Era.

        Luiz Claudio Lins
        publisher do Blog

      • Adriano Mascarenhas Says:

        Argumentos fracos e decisões tirânicas? Ok, por falta de mastigação, lá vai: (e tente não olhar pra minha foto enquanto lê)

        A segurança pode ter simplesmente se referido ao trabalho de conseguir que a agressão fosse punida, e não a uma suposta percepção de que, por ser uma agressão homofóbica, não deveria ser punida. Não coloque homofobia onde ela não apareceu.

        Por que a cor da segurança foi jogada na cara dela como obrigação de apoio? Se fosse uma segurança branca, o que ele diria? Uma segurança branca erraria “menos” em dizer pra ele “deixar pra lá”? Não é questão de a segurança ter minimizado a luta gay e precisar ter a luta anti-racismo esfregada em sua cara. É de ela ter minimizado uma luta por respeito num sentido mais amplo (mais “humano” e menos “gay” ou “negro”). Ninguém deveria ter que combater essas coisas só por ser vítima delas, mas porque são erradas, pura e simplesmente.

        Além disso, eu acho didático usar o racismo como parâmetro de comparação da homofobia na luta pelos direitos gays, mas nós precisamos urgentemente parar de ficar recorrendo a isso como uma “tábua da salvação” infalível. Quer dizer que a luta contra a homofobia não tem um sentido intrínseco? Que precisamos ir no rastro do movimento negro sempre? André Fischer poderia ter dito: “Se você você que tivesse sido chamada de ‘sapatão nojenta’ enquanto estivesse com seus amigos, você diria pra deixar pra lá também?” O apelo à cor dela soou estranho.

        Entretanto, nem de longe foi esse o pior problema nisso que o André Fischer fez. Dá pra dizer que esse apelo à cor da segurança foi apenas um detalhe linguístico insignificante afinal. O que não dá é pensar que seja normal homofóbicos terem seus dados expostos dessa maneira. O que é isso? Uma caça às bruxas? Justiça com as próprias mãos? Um jornal ‘Rolling Stone’ ugandense às avessas? Um novo linchamento para Mayara Judas Petruso?

        Agora eu, dono de um site com milhões de acessos diários, posso mobilizar uma web gay inteira para perseguir uma maníaca que me discriminou. Pior, eu posso difundir minha versão dos fatos dispondo de muito mais alcance que ela, e sentenciá-la culpada com minha “justiça extra-oficial” facilmente. Não, eu não vou me contentar em passar essas informações para a polícia, quero a comoção pública na cola dela! Como pode uma coisa dessas? Agora isso está acontecendo ATÉ comigo! Eu sei que há inúmeros outros homofóbicos que fizeram coisas bem piores por aí e eu nunca divulguei a identidade deles, mas AGORA É COMIGO!

        Entendo que digam que ele está defendendo os direitos dele. Mas é preciso que fique bem claro que são os direitos DELE, e que as lições a serem aprendidas aqui são: Devemos manter a calma. Devemos chamar a segurança local para que cerquem o agressor até a chegada de uma autoridade legal competente. Devemos providenciar contato com as testemunhas. Tirar fotos e guardar outros registros é uma coisa inteligente a se fazer quando a pessoa quiser fugir. Enfim, devemos tomar as medidas cabíveis quando acontecer com a gente, mas estas não incluem colocar o povo pra trabalhar no lugar da polícia…

    • Ricardo,

      Concordo com o que você falou em relação a não ficar esperando o estado tomar ação. Mas é exatamente por isso que acho que NÓS devemos pressionar o estado. Se for olho por olho, dente por dente, vamos acabar numa selva.

      Combater ódio com violência não dá em nada.

      Eu sei que, quando isso acontece, dá muita raiva. Sei porque já vi isso acontecer e sinto tudo isso só de ler os relatos. Só que o pior desta situação toda é a polícia não ter aparecido! Não dá pra gente julgar na mão, surrar todos os criminosos até a morte (há quem pense que sim, eu penso diferente). O lugar dessa gente é na cadeia, sim. Os agressores da avenida Paulista, os assassinos de tantos outros homossexuais, devem SIM ser perseguidos. Mas que fique bem claro: se hoje eles estão soltos não é por falta de divulgação de seus rostos, mas por causa de uma lei falha.

      E é isso que tem que ser cobrado nessa hora. Muito mais do que focar na busca por um indivíduo (e, nesse caso bem específico, uma mulher que tem problemas mentais). A atenção foi muita pra uma parte muito pequena do problema, e pontos cruciais passaram desapercebidos.

      • Ricardo Aguieiras Says:

        Não dá para acreditar quem faz uso de uma sutil e disfarçada censura, aqui neste blog, editando e moderando os comentários e removendo deles questões importantes, segundo uma ótica tirânica, que só favorece o proprietário do blog, nunca o leitor. Principalmente por que vim da ditadura militar e sei o quanto a censura é horrenda e vilipendiadora, não posso aceitar nem mesmo que disfarçada com o rótulo moderno de “moderação”. É a mesmíssima coisa.

        Mesmo por que não ofendi ninguém ,apenas discordei. Quem luta realmente pelo fim da homofobia apóia a diversidade. E diversidade é justamente opiniões diferentes, não editada segundo a sua ótica. Por isso, peço, por favor, me retire dessa discussão agora, nada tenho em comum com nenhum de vocês.

  11. Mario Mendes Says:

    Tive o mesmo entendimento quando li o post do blog no Mix Brasil. Não é com xiliques que se chega a parte alguma. Concordo em gênero, número e grau.

  12. Texto muito bom, só discordo fortemente quando disse que “O segredo para o fim do preconceito está na lei, e não na cabeça das pessoas”. É justamente o CONTRÁRIO! Que lei muda a cabeça das pessoas, ainda mais no Brasil onde tem lei que “pega” e lei que “não pega”?! O segredo para o fim está sim na cabeça das pessoas, mas através de informações, discussões e qualquer outro meio que influencie positivamente o comportamento da sociedade, e definitivamente não com essa “caçada às bruxas” muito menos com leis. As leis apenas protegeriam (tentariam, pelo menos) e garantiriam direitos iguais, mas está longe de mudar o pensamento de alguém.

    • É, esta frase pode parecer que tem este sentido.
      O que eu quis dizer é que este tipo de preconceito não se acaba tentando mudar à força a cabeça das pessoas.
      O primordial é, sem dúvida, educar (sobretudo gerações mais jovens). Mas é essencial que as leis deixem claro que, mesmo discordando, o respeito deve estar presente (nem que seja pelo simples medo de ir para a prisão).

  13. Ricardo Aguieiras Says:

    Os argumentos de vocês, “publisher”, são fracos e as decisões um tanto tirânicas. Eu, ao menos explicito o por que uso meus argumentos. Foram vocês que foram atrás de mim no Facebook, pedindo que os adicionasse , não o contrário. Adicionei, mas mandei a advertência. Agora, confirmaram a tirania e o que eu já percebia. vocês não suportam a diversidade, pois o primeiro passo para suportar a diversidade é suportar a discordância. Não podem ser levadoa a sério.

  14. Ricardo Aguieiras Says:

    Sr. Adriano Mascarenhas,

    Eu já pedi para ser retirado dessa discussão. Eu não discuto com quem exerce a censura, que é um “poder de polícia”, sob a desculpa de “editar” comentários, que, no meu modo de ver, deveriam ser totalmente livres. Isso se chama diversidade.Obrigado.

    • Adriano Mascarenhas Says:

      Se você soubesse mesmo o que é censura, teria vergonha de usar essa palavra para se referir ao ato de o publisher ter se recusado a dar espaço para críticas rasas como as que você fez. Rasas sim, posto que apoiam esse péssimo uso que André Fischer deu a seu site, e que não têm nada a ver com a noção de justiça que faz parte de nossa linha editorial.

      Perceba que ele ainda deu uma colher de chá publicando pelo menos parte do que você escreveu, sendo que poderia simplesmente ter ignorado tudo sem qualquer prejuízo ao blog. Isso ainda deixou que seu ataque pessoal contra o autor do texto (a menção à foto dele foi ad hominem puro) permanecesse visível.

      Censura pra você é isso? Nós somos menos tolerantes à diversidade por não querermos entre nós qualquer vestígio de truculência e injustiça na réplica aos homofóbicos?

      Se está de saída, quem ganha somos nós. Passe bem.

  15. Luiz Claudio Lins Says:

    Conforme solicitado em sua última intervenção, deixamos de publicar as réplicas do senhor Ricardo Aguieiras sobre o post original.

  16. Muito bom o texto, realmente deveriamos lutar por nossos direitos nos informando sobre todas as possibilidades e não dando uma de caçadores de bruxas. afinal, isso só nos iguala aos que tanto condenamos… parabéns pelo blog! :)

  17. Adriano Mascarenhas, incrível! :)

  18. Não precisava ter trocado a imagem, bastava colocar um link… Parcerias perdem-se assim…

    Mas ainda no começo do texto existe um copy paste do meu blog. Poxa, é tão difícil assim divulgar o link de onde tiraram? Digo isso e estou sendo chato porque tanto o meu blog quanto o de vocês defendem uma ideia próxima, tratam de assuntos parecidos, embora de maneira diferente.

    Só isso. Em vez de criarmos antipatias, por que não o contrário?
    Abraço.

    • Luiz Claudio Lins Says:

      Prezado Guy,

      A decisão do uso da imagem do seu blog assim como da retirada foi do próprio autor do texto. O Blog Homofobia Já Era costuma solicitar aos colaboradores o texto “limpo” para que a edição, incluindo a ilustração ou não, seja feita “a posteriori”. Não usamos imagens de outros blogs e quando assim é feito, creditamos a fonte de onde foi retirada. Pedimos desculpas caso você tenha se sentido lesado.

      Quanto à parte do texto copiada, aguardaremos posicionamento do autor que poderá justificar o motivo desta ação.

      Outrossim reiteramos nossas desculpas, mas avisamos definindo nosso posicionamento:

      O Blog Homojobia Já Era é terminantemente contrário a este tipo de polêmica virtual desnecessária. As ações da comunidade original no Orkut e as ramificações nas outra redes sociais atestam e qualificam o papel claro e isento de nossas ações no mundo virtual e fora dele. Não alimentamos nem compactuamos com discussões que só desgastam as relações de todos os envolvidos na luta GLBT brasileira.

      O que chamamos de “Semeadores de Discórdia”

      Para nós, se há inimigos e desavenças eles estão do outro lado. Não entre nós.

      abraços

      • Obrigado, Luiz.
        Semeadores de discórdia não pode, não pode. E você está convidado para tomar uma caipirinha de saquê com kiwi em casa.
        Abraço.

      • Luiz Claudio Lins Says:

        Convite feito, convite aceito. Tomara que estejamos perto :)

      • Quando a homossexualidade incomoda, causa revolta ou mesmo espancamento gratuito.
        Mostra que o propulsor de tal barbárie, seja psicologica ou física, não è nada mais, nada menos, que
        um gay que luta incessantemente contra o que ele sente. O verdadeiro heterossexual pode se tornar
        o melhor amigo de um gay sem que isso lhe afete de nenhuma forma. ele è simplesmente seguro de si.

        Sou autor do livro ” O começo da depressão, A causa da homossexualidade, e a difusão do bullying”
        disponivel no site:clubedosautores.com.br assino o livro com o pseudo de Ariano

  19. Meu comentário não tem a ver com o texto, vou avisando.

    Deixe-me entender: primeiro, vocês copiam descaradamente a imagem de um blog e não dão os devidos créditos. O dono do blog, com razão, questiona e vocês trocam a imagem (bem parecida e malfeita, a propósito), agora com os créditos. Não contentes, colocam a foto de outra mulher que, pelo menos até o momento em que acompanhei a história, não é a tal da Mariana.

    Me expliquem?

    • Luiz Claudio Lins Says:

      Prezado Rafz

      Acreditamos que a resposta ao proprietário do Blog em questão contempla seu questionamento.

  20. Posso sugerir que o link seja removido dessa postagem? Assim como o Luiz, eu também acho que não tem nada a ver colocar link de um SUPOSTO perfil dela para apedrejamento. Poxa, quer dizer que tudo o que a gente falou aqui não prestou pra nada?

  21. Renata Says:

    Rafael, no começo do seu texto, quase que eu me solidarizava com as
    “vítimas do CCBB.” Daí, fui ler o link no Mix e os comentários. Fiquei enojada, cara. Aquilo é incitação à violência, olho por olho, caça às bruxas, misoginia, violência contra a mulher. A agressora foi xingada de vagabunda pra baixo, sabem por quê? Por ser MULHER! Essa é ofensa preferida de quem não tem argumentos, nem educação, de quem só sabe agir pela emoção, pela selvageria. Quer dizer que o André nunca havia sofrido homofobia? Nem na rua, ser xingado de viado? Parabéns. Até que demorou… e, sinceramente? Tem gente que é xingado e ainda apanha ou é morto. Óbvio que não estou justificando a atitude da mulher. Eu acredito em leis e na mudança de comportamento de um povo. Eu quero ver o pessoal do Mix ter tamanha energia pra mobilizar seus leitores para pressionar a aprovação do PLC 122/06, engrossar a participação do povo em manifestações, eventos, atividades de visibilidade e combate à homofobia. Basta de incitamento à violência, não precisamos de mais um.

  22. Essa matéria do site Conversa Afiada tem tudo a ver com essa interessante discussão: http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/05/25/kit-anti-homofobia-palocci-da-a-vitoria-a-cerra/

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