Archive for the homofobia Category

Crime Homofóbico – Cena da Novela "Insensato Coração"

Posted in homofobia, vídeos on 12/08/2011 by Homofobia Já Era

O personagem Vinícius, de forma covarde e amparado por um bando, mata o homossexual Gilvan, outro personagem do enredo da novela. Para quem se sente confuso ao pensar sobre o assunto: O beijo gay, entre 2 homens numa mídia aberta e ficcional, uma novela por exemplo, é algo simbólico e político. Não é um capricho amoroso ou um anseio romântico. Seria a maneira da mídia dizer: sim, gays podem existir e serem respeitados como qualquer casal straight. A agressão seguida de morte que ocorreu em substituição a isso na novela "Insensato Coração", mesmo com a punição do culpado, passou outro recado: Sim , gays podem ser agredidos até a morte. Depois, o problema é da justiça. Não é pra isso que lutamos. Para enterrar nosso mortos e depois processar os culpados. Lutamos para sermos felizes, respeitados mas VIVOS.

Um chamado às armas que fez-me rir

Posted in homofobia, opinião, violência with tags , , , , , , , , , , , on 12/04/2011 by Adriano Mascarenhas Lima

Um artigo publicado pelo site “A Capa” reclama da pouca adesão de gays na aglomeração que ocorreu no dia dos “protestos” a favor de Bolsonaro. O autor, Beto Sato, queria que gays se metessem na rixa antiga entre:

  • Carecas
  • White powers
  • Integralistas
  • Proto-nazistas em geral

VS.

  • Esquerdistas
  • Integrantes do Movimento Passe Livre
  • Integrantes da Marcha da Maconha
  • Sindicalistas do SintUsp
  • Integrantes da Liga Estratégica Revolucionária
  • Anarquistas Independentes
  • Punks
  • Anarcopunks

Ele disse romanticamente ter sentido vontade de lutar (inclua sob a palavra “lutar”: punhos, dentes quebrados, gás lacrimogênio, etc.) contra “o inimigo”, e, no início das manifestações, a polícia foi de fato obrigada a separar os dois lados, antes que o pior e o inútil acontecessem. Também reclamou de “sarados”, “poc-pocs” e “ursinhos” não terem dado as caras, como se isso fosse um atestado inconteste de desinteresse político por parte dos gays.

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senadora fátima cleide (pt-rondônia)

Posted in agressão, homofobia, política with tags , on 17/11/2010 by Homofobia Já Era

Discurso proferido dia 17.11.2010

“Sr Presidente
Senadoras e Senadoras

Venho hoje a essa tribuna falar das coincidências da história de quatro jovens brasileiros: Douglas (19), Luis Alberto (23), Rodrigo (20) e Alexandre (14).

Nenhum deles se conheceu, mas tem seus nomes estampados nos jornais, sites e programas de TV em todo o Brasil  pela mesma razão: Vítimas da violência discriminatória e preconceituosa que assola o nosso país.

Douglas Igor Marques Luiz foi baleado no Abdômen no início da madrugada do dia 15 passado.  As testemunhas afirmam que o disparo foi efetuado por um militar do exército, que ao afirmar que “odiava” aquela raça, empurrou o jovem, jogando-o no chão, e realizou o disparo. Mais assustador é que o Comando Militar do Forte de Copacabana afirmou que não houve o disparo, sem mesmo dizer que uma investigação mais aprofundada seria feita.  Felizmente, Douglas não corre risco de morte, mas seguramente carregará consigo a marca da homofobia em sua vida.

Na madrugada anterior ao acontecimento no Rio de janeiro, Luis Alberto e Rodrigo caminham na Av. Paulista, quando aparecem 5 jovens, sendo 4 adolescentes.  Esses começam a ofendê-los com dizeres homofóbicos e em seguida partem para a violência física. Rodrigo consegue escapar, se escondendo numa estação do metrô. Luis Alberto fica a mercê dos cinco agressores, que a chutes e socos quebram duas lâmpadas fluorescentes. Porteiros e seguranças dos prédios próximos socorrem o rapaz e chamam a polícia. Os agressores são detidos.  Felizmente, nem Rodrigo nem Luis Alberto correm risco de morte, mas carregarão as marcas de homofobia por suas vidas.

Dia 20 de junho, Alexandre Ivo, sai de casa, em São Gonçalo-RJ, para assistir um dos jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo. Seria a ultima vez que faria isso.  Depois de uma briga na casa dos amigos onde assistia a competição, foi perseguido, espancado, abatido por barras de ferro e em seguida enforcado.  Os acusados desse horrendo assassinato estavam envolvidos na briga mais cedo e segundo os amigos de Alexandre tudo foi ocasionado pelo discurso homofóbico dos agressores.  O julgamento está transcorrendo, dia 07 de dezembro acontecerá uma nova audiência.  Infelizmente, Alexandre Ivo, de apenas 14 anos, não sobreviveu. Foi morto pelo preconceito e a discriminação homofóbica que toma conta do Brasil.

Segundo o Grupo Gay da Bahia, apenas em 2010, 170 homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis foram assassinados em nossa pátria por conta da homofobia.

Sr. Presidente, Senadores e Senadoras

Quantos ataques e mortes deverão ocorrer para que aprovemos uma legislação que puna e coíba esses crimes? Quantas famílias deverão ser atingidas por essa barbárie? Até quando assistiremos esse horror?

Venho aqui em nome dos homens e mulheres desse país que acreditam em uma sociedade mais justa e digna, onde não há espaço para qualquer tido de discriminação e preconceito, exigir que as providências cabíveis sejam tomadas e que os agressores sejam punidos.  Que o Exército Brasileiro esclareça melhor o ocorrido na pedra do Arpoador.  Que justiça seja feita em São Gonçalo e em São Paulo.

Aproveito a oportunidade para convidar os Senadores e a população em geral para participarem da audiência pública sobre o Bullying Homofóbico que realizaremos na Comissão de Educação desta casa.

Quero também, me solidarizar com os três jovens sobreviventes aos ataques, seus familiares e amigos, e em especial  a mãe Angélica Ivo que tem sido uma guerreira na luta pela condenação dos assassinos de seu filho.

Por fim, convoco mais uma vez aos Senadores e Senadoras para que façamos um grande esforço para a aprovação do PLC 122 que pretende dentre outros temas, criminalizar a homofobia no Brasil.

Era o que tinha a dizer.

Muito obrigada”.

avenida paulista, SP, dia 14 de novembro de 2010

Posted in agressão, bullying, homofobia with tags , on 16/11/2010 by Homofobia Já Era

um dos rapazes agredidos por jovens homofóbicos

na bio pode

Posted in homofobia, Universidade, violência with tags , on 27/10/2010 by Homofobia Já Era

A Homofobia Já Era repudia e denuncia o ataque covarde que os estudantes de Arquitetura e Biologia da USP sofreram de 3 homofóbicos, durante a festa “Outubro ou Nada” promovida pela Ecatlética, associação esportiva-estudantil da ECA-USP no dia 23 de Outubro passado. Repudiamos a homofobia no meio estudantil, a omissão e conivência de seguranças presentes e as ameaças anônimas e  mais uma vez covardes que possam vir a ocorrer.

Nossa solidariedade a eles, aos que no episódio os defenderam e ao Centro Acadêmico de Biologia da USP que declarou apoio irrestrito ao estudante Henrique e que pretende fazer a festa-protesto “na Bio Pode”.

E acrescentamos, “na natureza também”

leoes

saiba mais sobre o caso

 

Thumbnail via WebSnapr: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/10/casal-gay-relata-homofobia-durante-festa-universitaria-da-usp-em-mansao.html

 

Thumbnail via WebSnapr: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/10/temos-medo-de-ir-festas-da-usp-dizem-gays-vitimas-de-homofobia.html

assista, se choque, divulgue: aja!

Posted in homofobia, violência with tags , on 26/10/2010 by Homofobia Já Era

Agustín Estrada Negrete, momentos antes da polícia prendê-lo, levá-lo para um porão e torturá-lo.

duas moedas da mesma face

Posted in homofobia, trânsgeneros with tags , , on 01/09/2010 by Homofobia Já Era

assim melhoramos

Posted in direitos GLBTT, diversidade, esporte, homofobia with tags on 22/07/2010 by Homofobia Já Era

*o medo de ser

Posted in direitos GLBTT, homofobia with tags on 19/07/2010 by Homofobia Já Era

Na semana em que a Argentina aprova o casamento gay, peço licença para relatar uma historinha banal. Moro num bairro aprazível e “tranquilo”, sonho de consumo de dez entre dez cariocas. Dos que não vivem lá, obviamente. “A grama do vizinho…”. Pois é. De um tempo para cá, por motivos que me são alheios, alguns playboys deram de gritar “veaaaaaado!!!”
quando me vêem na rua. Outro dia, derrubaram minha pasta no chão. Numa noite anterior, rolou um inesperado banho de uísque com Redbull no casaco novo… Depois disso, a calçada ficou mais longa que uma maratona. Chegar à varanda torna-se uma decisão pesada, difícil de tomar. A pasta, o cheiro do uísque com Redbull… Difícil. Como vocês podem ver, trata-se de uma história de bullying, a palavra do momento. Seria só mais uma, não fosse o caso de atingir um certo cara no auge da meia-idade. Eu.

   Nunca havia passado por isso antes. E não pretendia experimentar agora. Mas aconteceu — fazer o quê? Penso em várias “soluções”. A mais radical é mudar de bairro. Deixar para trás uma casa que adoro e que montei aos poucos, no ritmo que o salário aguado permitiu. Deixar para trás, também, um prédio no qual fiz amigos. É uma “solução” penosa e triste, creio. Faz com que eu me sinta covarde, pequeno, sujo, miserável. Sem falar no trampo, né? Mudança, segundo pesquisas, é uma das situações que mais geram estresse na vida. As outras são separação, morte… Mudança é um pouco separação e morte.

  A outra “solução” é sugerida por amigos, que perguntam: Por que você não denuncia? Por que não procura a polícia?” Simplesmente porque não vivo dentro de um episódio de “Law & order: Special Victims Unit”, a genial série americana que ficcionaliza o cotidiano da unidade de elite da polícia nova-iorquina especializada na investigação de crimes de natureza sexual. Se eu tivesse a certeza de que meu “caso” seria tratado pelos detetives Stabler e Benson, correria para a delegacia mais próxima. Na maior confiança. Como todos sabemos, não é bem o caso por aqui.

  E também posso fazer o que estou fazendo neste instante: expor meu pequeno drama (que, convenhamos, não interessa a quase ninguém) nas páginas de um grande jornal como este O GLOBO. Vai ter gente se identificando, é claro. Vai ter gente criticando a superficialidade do texto (provavelmente, com razão: sou meio raso mesmo). Vai haver quem elogie a coragem do repórter, bem como quem o ache um rematado covarde. Sinceramente, leitor, sua opinião me importa. Mas pouco muda. Desculpe qualquer coisa, tá? É que na hora de voltar para casa, não vai ter detetive Benson nem Stabler, amigos, leitores ou páginas para segurar a barra. A mim, restará torcer, solo, para não encontrar os pequenos e medíocres algozes do dia a dia. Em encontrando, restará torcer para que não estejam muito bêbados ou alterados, pois isso conta — e muito — nessas horas.

  O cotidiano pode se dividir entre poder ou não ser você mesmo na rua, no ônibus, no boteco… Mas convenhamos: isso ainda não é tão possível no balneário de São Sebastião. Somos toscos, mal educados, infantis e preconceituosos. Friendly my ass, isso sim. Ih, falei.

 
Eis a história — até agora. As cenas dos próximos capítulos? Não sei o que esperar desta trama triste. Mas sei o que não esperar no curto prazo: civilidade. E aqui me permito repetir uma obviedade: civilidade não se compra no supermercado ou na quitanda. Se constrói. Ao longo de muito tempo. E é aqui que penso numa notícia da última semana: a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo na Argentina. 

  Não sei se a notícia foi realmente bem-vinda ou se mereceu um tratamento tão retumbante por ser muito surpreendente. Mas o fato de a Argentina ter se tornado o primeiro país da América Latina e do Caribe a aceitar o chamado casamento gay mereceu amplíssima cobertura da imprensa brasuca. Nas páginas e nas telas, parece algo de muito bom, apesar dos protestos dos usual suspects (Igreja católica, círculos conservadores, arautos da família etc.). Ouso pensar que se a notícia tivesse vindo de outro país que não nosso arqui-rival, teria sido ainda mais celebrada. É de bom tom na imprensa alardear correção política, mesmo quando o coração se inclina na direção oposta.

Fiel à rivalidade, não consigo parar de comparar, mentalmente, Brasil e o país hermano (que as piadinhas já transformaram em hermana). Mas quando digo país, leia-se cidade. É isso: não consigo parar de comparar mentalmente o Rio, onde sempre vivi, e Buenos Aires, cidade que conheci ainda criança e à qual já voltei várias vezes. E acho que, no quesito friendly, BsAs ganha de longe, muito longe, do Rio.

Aqui, cabe esclarecer. Grandes questões como direito a adoção de crianças e a herança do(a) companheiro(a) são fundamentais, é óbvio. Palmas para os países que já garantiram tudo isso a seus gays, lésbicas, transgêneros, simpatizantes e quem mais chegar. Mas, em minha humílima opinião, é o dia a dia que conta. É do cotidiano que a vida é feita. Do dia de sol ou chuva, do ônibus que chega na hora ou não, que para ou não no ponto… Do chefe que te saúda ou não no trabalho, do colega que te dá uma força ou puxa o teu tapete, do amigo que te liga no momento certo. Da flanada prazerosa pela tua cidade, sem medo de pitboys e pitbulls. Ou não.

Aqui, volto à Argentina. Foi corajosa a aprovação do chamado casamento gay naquele país. Cheio de inveja, deixo meus parabéns. Não sou idiota a ponto de acreditar que uma lei acabe, magicamente, com pré-conceitos acumulados ao longo de séculos e cevados à base de ódio à diferença. Mas é um primeiro passo para uma rotina mais amena no futuro.

Quando é que vamos dar este passo?

 

Jefferson Lessa é repórter do jornal O Globo

Ilustração de Claudio Duarte

* Texto publicado na seção LOGO/A Página Móvel, 
que saiu na editoria RIO do jornal o Globo

Prezada Srª Angélica Ivo:

Posted in bioblog, homofobia with tags , , on 25/06/2010 by Adriano Mascarenhas Lima

Foi com muito estranhamento que lidei com o comentário encontrado em nosso blog, no texto anterior, sob seu nome. Confesso que fiquei perplexo, e até o presente momento não sei dizer se partiu de fato da senhora ou foi obra de mais um dos tantos indivíduos anônimos que nos atacam pela internet. Essa cogitação passou por minha cabeça junto com uma vontade de simplesmente apagar o comentário e seguir adiante, como se uma pessoa simplesmente sem coração algum tivesse se passado pela senhora para desmerecer nosso luto.

Mas resolvi me pronunciar a respeito do comentário assim mesmo, e não sei dizer muito bem pra senhora o porquê, pois eu geralmente sou o mais rude possível contra quaisquer possibilidades de embustes na rede. Acho que o que me tocou no comentário foi que pensei, ao lê-lo, em minha própria mãe, Marli, que hoje está muitos quilômetros longe de mim, mas apenas fisicamente, já que de meu coração ela nunca sai ou sairá.

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alexandres, os grandes

Posted in história, homofobia, orgulho on 24/06/2010 by Homofobia Já Era
Alexandre Thomé Ivo Rajão1 busto-de-alexandre-o-grande-no-museu-capitoline-de-roma

1996 -2010

356 a.c – 323 a.c

alexandre thomé ivo rajão 1996 – 2010

Posted in homofobia, morte on 24/06/2010 by Adriano Mascarenhas Lima

Alê O grito extravasou em euforia, alegria e celebração! Gol! Alexandre e amigos comemoravam a vitória do Brasil no jogo contra a Costa do Marfim pela Copa do Mundo da África do Sul, como muitos outros garotos de 14 anos faziam em São Gonçalo e no país inteiro após aquele jogo. Diferente da maioria desses jovens, no entanto, Alê era… Alê era um bom aluno na escola, um adolescente tranquilo e que até participava de atividades em uma igreja, o que nos deixa com uma imagem bem afinada ao que as pessoas entendem como um bom jovem. Ah, Alê também era consciente da necessidade da luta diária contra a homofobia. Isso, convenhamos, é uma qualidade raríssima em garotos de sua idade, e alinha a imagem de Alê a um bom jovem exemplar para muitos gays, sendo ele próprio gay ou não, o que não vem ao caso.

Na ocasião da festa de comemoração, um outro grupo de amigos envolveu-se com o de Alê em uma briga. Alê e seus amigos então foram à 72ª Delegacia de Polícia, em São Gonçalo, para registrar uma queixa por agressão. Eles retornaram à festa após isso, e, por volta das 2:30, Alê esperava um ônibus, no bairro do Mutuá, para voltar para sua casa, quando foi visto vivo pela última vez.

Os fatos são que às 10h da manhã de segunda, dia 21/06/2010, seu corpo foi encontrado em um terreno baldio no Jd. Califórnia, com sinais de espancamento, tortura e estrangulamento, e o IML informou também que sua morte se deu por volta das 4h, o que nos permite concluir que Alexandre sofreu por pelo menos 1 hora e meia nas mãos daqueles que o mataram. Segundo ligações ao disque-denúncia, um veículo branco foi visto no local do sequestro, e segundo amigos de Alê, o mesmo carro teria rondado o cemitério durante o enterro. Os amigos de Alê relatam também que os jovens desse grupo rival pertenciam a um grupo de “skinheads”, com a prática de usar redes sociais para propagar mensagens de intolerância.

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