Archive for the orgulho Category

allan spiers photography

Posted in fotografia, homoerotismo, orgulho with tags on 30/10/2010 by Homofobia Já Era

gay men’s chorus of los angeles

Posted in homoafetividade, orgulho with tags , on 28/10/2010 by Homofobia Já Era

 

Thumbnail via WebSnapr: http://www.gmcla.org/

alexandres, os grandes

Posted in história, homofobia, orgulho on 24/06/2010 by Homofobia Já Era
Alexandre Thomé Ivo Rajão1 busto-de-alexandre-o-grande-no-museu-capitoline-de-roma

1996 -2010

356 a.c – 323 a.c

se eu pudesse escolher não ser gay, eu não seria

Posted in diversidade, homofobia, mídia, opinião, orgulho, vídeos with tags , on 15/06/2010 by Professor Carlinhos

A participação de três homossexuais assumidos na décima edição do Big Brother Brasil causou uma grande discussão entre os militantes. Alguns comemoraram com entusiasmo a presença de Dimmy, Dr Orgastic e Angélica no programa da rede Globo. Outros protestaram tendo em vista que a participação no programa não garantiria visibilidade, já que os representantes não teriam capacidade de levar o debate sobre os direitos dos GLBTs à mídia. Alguns chegaram a argumentar que Sérgio e Dicésar, especialmente, contribuiriam para uma maior estereotipização, já que os dois eram demasiadamente afeminados (discurso que esconde consigo uma forte dose de homofobia).

Na primeira edição do BBB muita gente curiosa quis comparar o programa a uma experiência científica, como se os participantes fossem ratinhos de laboratório. A realidade, porém, mostrou que não era nada daquilo. Nada de ciência. Nada de filosofia. Imagem, apenas. Uma boa produção, roteiro e edição, como qualquer novela que se preze. Na décima edição os participantes foram divididos por tribos, uma mais questionável que a outra. A única tribo que parecia ter um significado era a dos coloridos (nome que “pegou” dentro do universo GLBT). A direção do programa (diga-se Boninho) foi enfática ao privilegiar a participação dos coloridos.

Quando Dicésar disse em uma conversa com a parceira Angélica que se pudesse escolher não ser gay, ele não seria, muita gente do movimento caiu em cima da diva das boates e paradas gay. Dimmy Kieer, com todo o seu brilho, não escondeu um dilema existencial que – não sejamos hipócritas – está presente na vida de grande parte dos homossexuais. É claro que é necessário fazer campanha pelo orgulho gay, no entanto, não é preciso esconder os dilemas que essa orientação traz para a vida do sujeito.

Essa semana saiu uma propaganda no site da Folha falando sobre o livro A Experiência Homossexual de Marina Castaneda (A Girafa). Sérgio Ripardo escreveu na resenha:

Nunca estamos preparados para sair do armário. Não sabemos o que dizer para amigos, parentes e colegas de trabalho. Tememos suas reações. Pagamos um preço alto por expor em praça pública nossa orientação sexual, ainda estigmatizada. O roteiro mais frequente desse rosário: alguns amigos fogem de você com medo de serem confundidos ou vistos como “metidos com gays”; as namoradas deles desconfiam de você, que passa a ser encarado como uma “ameaça”; dependendo do seu emprego, não espere entusiasmo, afinal, muitas empresas ainda consideram o assunto um tabu.

Na aula sobre machismo e homofobia que dei aos meus alunos, esta semana, eu tive que falar do Freud. Perguntei a um aluno da sala se ele gostava de bife de fígado, ao que ele respondeu: “não”. Então perguntei-lhe quando foi que ele decidiu não gostar de bife de fígado. Silêncio na sala. Aproveitei a brecha para explicar alguma coisa que eu sei sobre o Id: o campo dos desejos é impulso, é animal e é inconsciente, não faz parte daquelas coisas que a gente escolhe. Se o sujeito heterossexual está no ônibus lotado e pára em sua frente uma menina linda e cheirosa, ele não tem como segurar a ereção. A sala foi ao delírio quando eu disse isso, é claro, o que me proporcionou maior segurança para continuar o debate.

Expliquei à galera que o Superego também é inconsciente e é a parte da nossa personalidade responsável pela moral: aquelas regras básicas de convivência que são construídas ao longo de nossas vivências. Segundo Freud, o homem não seria capaz de viver em sociedade se não fosse regido por leis. Assim, o cara no ônibus logo pensaria: “putz, aqui eu não posso” e procuraria sublimar seu desejo. Essa reflexão é feita pelo Ego (parte consciente da nossa personalidade), contei eu à meninada.

Foi aí que chegamos ao ponto: e quando o menino que está no ônibus lotado, voltando do trabalho, fica excitado quando um rapaz bonito, forte e cheiroso pára em sua frente? O que ele vai pensar? A primeira coisa que vem à cabeça é um NÃO do tamanho do mundo. A mesma coisa diz a autora do referido livro em trecho que foi publicado na propaganda do site da Folha:

Com efeito, todas as crianças crescem com a idéia de que um dia vão se casar e formar família: é o que lhes repetem incansavelmente seus pais, a escola, a cultura e a sociedade em geral. Dar-se conta de que isso, provavelmente, não acontecerá, e que será necessário renunciar a um projeto de vida longamente preparado, é um processo extremamente lento e doloroso. Trata-se de uma perda importante e, como em qualquer perda, há um trabalho de luto a ser feito.

Assim, não fica difícil entender a honestidade contida no desabafo de Dicésar. Essa edição do BBB foi positiva, sob o meu ponto de vista, por ter trazido à tona alguns debates que não tinham tido espaço até então.  O pessoal do Homomento registrou no seu site o aumento das pesquisas relacionadas ao verbete “homofobia” quando Dicésar acusou pela primeira vez o seu colega de confinamento (Dourado) de homofóbico.

Os que se empolgaram com a participação dos homossexuais no programa tiveram uma grande decepção quando viram Marcelo Dourado comemorando a vitória do jogo. Mas o jogo é importante pra quem? Ao meu ver, a participação de Dimmy, Serginho e Angélica promoveu uma discussão muito importante e fez com que o público pudesse ver aqueles homossexuais como pessoas comuns, não como aberrações nem como estrelas. O desabafo de Dicésar nos permite realizar outras discussões. Até quando vamos continuar comemorando o “orgulho gay” enquanto as pessoas, especialmente os mais pobres (homossexuais trabalhadores, michês e travestis), sofrem com os dilemas existenciais, com a violência e com a cooptação dos movimentos pelos interesses do capital?

Os que achavam que Angélica, Dimmy e Serginho não eram representantes dos homossexuais na televisão talvez tivessem razão. Mas quem disse que precisamos de representantes? Precisamos, isso sim, de promover um debate e pensar mais profundamente sobre nossa condição para poder transformá-la. Pessoalmente, eu acredito que a participação dessa gente naquele programa nos ajudou a criar alguma reflexão. Era só o que eu esperava deles. E, agora, eu espero que possamos usar dos elementos que nos deram para construirmos de forma mais madura e com seriedade um movimento que verdadeiramente represente os anseios da maioria dos homossexuais desse país e do mundo.

Veja além das aparências

Posted in comportamento, diversidade, editorial, homofobia, imprensa, opinião, orgulho, revistas with tags , , , , , , , on 11/05/2010 by Adriano Mascarenhas Lima

Adriano Mascarenhas Adoro ingenuidades. Eu mesmo sou um ingênuo confesso. Acho que a palavra é o bem / dom mais precioso que temos, e se uma pessoa me diz algo verossímil – especialmente quando referindo-se a si mesma ou a algo que cuja única fonte necessária seja sua palavra – não fico duvidando não, acredito de primeira.

Imagine só: Você poderá me dizer “Eu estudei na França e falo fluentemente a língua de lá”, e pra mim estará tudo bem, porque vou acreditar na sua palavra. Também espero que acreditem em mim quando eu falar. Mas transparência é tudo. Esses ditos precisam encontrar respaldo na realidade objetiva, ou, do contrário, acabarão sendo desmascarados, colocando em franco descrédito aquele que tiver emitido tais “falsas verdades”. Se eu te perguntasse, na hipótese sugerida, como dizer “A Veja é mentirosa” em francês e você não soubesse me responder, eu poderia te chamar de mentiroso, não poderia? Le magazine Veja est un menteur!

A Veja Mente Este é um texto sobre a reportagem de capa da Veja de 12 de maio de 2010, chamada “A geração tolerância”. A matéria trata da naturalidade com que alguns grupos de adolescentes têm vivenciado sua homossexualidade. Se você é dos meus, você viu “Veja” nessa frase e já ficou com os dois pés atrás. Pois é. Fez bem. Eu poderia deixar de lado minhas animosidades em relação a essa revista e escrever um texto neutro, deixando para expressar meu ponto de vista apenas no final, mas acho que podemos pular essas formalidades, uma vez que não é de hoje que essa revista se mostra inimiga dos movimentos sociais. Em todo caso, vou pedir que leia primeiramente o texto original antes de continuar. Não quero te influenciar demais.

Já foi? Ótimo. Porque se você está lendo este texto, quero crer que você é alguém com pelo menos um mínimo de consciência a respeito da causa LGBT, a ponto de já ter sentido as entrelinhas da matéria e o que nós podemos falar sobre ela.

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concubinos do poder

Posted in direitos GLBTT, opinião, orgulho, política with tags , , , , , on 13/01/2010 by Adriano Mascarenhas Lima

 

Estava passeando pelo calçadão de Ribeirão Preto no intervalo diário de 15 minutos que faço no meu trabalho, e, como de costume, fui à banca de revistas dar uma olhada na capa dos jornais do dia. Sempre faço isso para saber do que anda falando a mídia impressa. Infelizmente, não disponho de dinheiro pra comprar jornais todos os dias, e essa foi uma das maneiras que encontrei de não me desligar totalmente daquilo que chega às pessoas por meio dos diversos canais de comunicação em massa (Está certo que, ultimamente, eles só vinham servindo pra me aborrecer, mas tudo bem, é sempre bom saber mesmo assim). Foi quando vi uma matéria de capa mencionando o recuo do governo do PT quanto a algumas questões do Programa Nacional de Direitos Humanos. O que pensei na hora? Só uma coisa:

Que decepção.

Pra quem não chegou a ficar sabendo nem mesmo da apresentação de tal programa, ele se trata de um documento oficial, elaborado a partir de reivindicações da sociedade em diversas conferências, e tem por objetivo orientar os poderes públicos na promoção dos direitos humanos. Este programa, que é o terceiro de seu tipo, incluia questões de grande interesse da comunidade LGBT, tais como o casamento gay, a consideração da autodeclaração de cidadãos LGBT, e a possibilidade de travestis e transsexuais poderem escolher seus nomes em documentos oficiais sem necessidade de decisão judicial.

Minha primeira (logo, mais espontânea) reação, quando soube foi de esperança. Não uma esperança oriunda de fascinação por um gracejo de certa forma tardio por parte do governo, mas uma esperança mais realista, segundo a qual nós já estivéssemos, pelo menos, “seguindo a tendência”, trilhando caminhos antes já trilhados por outros países, até mesmo da América Latina. Nunca achei o Brasil um exemplo de protagonismo político, mas a minha esperança era que estivéssemos, no mínimo, seguindo – ainda que atrás, ainda que timidamente – o fluxo do futuro.

As reações posteriores foram mais ponderadas, e bateu o ceticismo. Também não do tipo de ceticismo mais comum, que seria duvidar da iniciativa pura e simplesmente por ter sido governamental e em ano eleitoral. Para ser bem franco, isso não me incomodaria, e, pelo contrário, significaria até um avanço, em vista de que nunca fomos matéria de discussão em campanhas eleitorais presidenciais. Alguém se lembrar de nós tão expressamente já poderia até ser considerado um avanço. O ceticismo a que me refiro tem mais a ver com o fato de este ser apenas um programa de diretrizes, e que ainda levaria mais uns bons anos para resultar em algo concreto, estando restrito ao plano etéreo das idéias neste momento. Percebam que, mentalmente, não lidei em momento algum com a possibilidade de um recuo…

Dosando esperança e ceticismo com minhas próprias medidas, optei por acompanhar as discussões sobre esse programa com certo distanciamento. Tem sido minha postura para tudo o que diz respeito à política institucionalizada neste país. Refiro-me a “política institucionalizada” como essa que chama a si mesma de “política” o tempo todo, e que, evidentemente, não encerra todo o significado do termo.

Diferentemente de mim, várias vozes se ergueram em protesto quando o programa foi divulgado. Essas vozes de protesto disseram muitas coisas. Destas, as de dentro da comunidade LGBT disseram que se tratava de uma iniciativa eleitoreira, querendo apenas os votos do arco-íris para a candidata do PT à presidência, Dilma Roussef. Outras, de setores reacionários da sociedade, não gostaram muito da possibilidade de finalmente termos esses direitos elementares, e foram às pressões contra o documento. Outras, ainda, influenciadas pelas primeiras certamente, já começaram com os temores da perda de votos e reclamaram dentro do próprio governo, pedindo pela retirada do casamento gay do rol destas propostas.

O resultado: Essas vozes foram ouvidas. E o casamento gay aparentemente não constará no documento que o governo entende como diretrizes de direitos humanos para a nação. Fomos preteridos. Jamais pensei que o referido programa pudesse ter saído do governo sem que os envolvidos em sua ratificação tivessem chegado a um mínimo consenso sobre o que apresentar à sociedade. Jamais esperei, eu, que até então me considerava simpatizante do PT, que as lideranças do partido batessem tanto a cabeça e fossem capazes de papel tão traidor e vexatório.

É sem vergonha alguma que admito aqui que fui enganado, porque os enganados jamais deveriam sentir vergonha pelo mau-caratismo alheio. O governo, ao se posicionar de modo inicialmente favorável para depois voltar atrás, brincou com os meus sonhos, sentimentos, expectativas e esperanças. E eu estou certo de que não falo apenas em nome de Adriano Mascarenhas, mas de todos nós.

O governo agiu como um homem casado que promete a seu amante gay secreto que ele passará a ser seu, para em seguida voltar à segurança de sua família de aparências, que ele jamais teve intenção real de largar. E, assim, como concubinos do poder, seguimos à mercê dos compromissos de nossos políticos para com o conservadorismo e o atraso desumanos que tanto nos assolam e impedem que nosso país entre verdadeiramente no grupo dos países capazes de fazerem a diferença no que diz respeito aos direitos humanos.

Hoje, quando fui pra academia, não consegui tirar esses pensamentos de minha mente, e a frustração até me fez suar mais e quase esmurrar os aparelhos por vezes. Vi vários homens lindos ali dentro, e me perguntei: Será que um dia vou poder me casar com um homem bonito como eles? Será que algum deles é gay também? Será que, se for gay, também tem vontade de se casar um dia? Será que teve essas referências? Será que é fácil um casal gay entender a si mesmo plenamente como casal, em uma sociedade que não dispõe de estrutura ideológica ou legal para lidar com essa realidade e dizer a esse casal que ele “pode” ser? Sinto-me estranho no mundo quando esses pensamentos afloram em situações das mais corriqueiras e percebo que jamais estarei ajustado ao mundo. Agradeço por não sê-lo em alguns quesitos, mas, às vezes, sinto que sentir-se igual a todos seria bom.

Alguns podem dizer que soa disparatado eu mencionar pensamentos e impressões tão pessoais como essas em um texto sobre algo que se pretenderia mais ou menos político, mas peço que não deixem de notar o quanto esses assuntos agem interconectados. A vida de milhões de pessoas é afetada pela política. Neste dia, milhões de pessoas podem ter deixado escapar uma lágrima furtiva mimetizada ao suor. Força e dor me tomaram nesse símbolo da lágrima que não foi só minha.

O que pude foi apenas vir à rede mundial de computadores falar com meus iguais, aqueles entre os quais me sinto compreendido e aceito. E não me restrinjo a me referir a pessoas LGBTTT quando falo de iguais: os meus iguais são todos aqueles que me querem como igual. Sei que deles também é a minha decepção, que não se fia apenas em um programa de diretrizes rejeitado, mas em todo o descaso que segura as cordas dos bonecos de Brasília. A situação é muito mais grave do que faz supor essa pequena vergonha. Sinto-me mais que frustrado, sinto-me idiota perante essa fina teia difusa de lealdades do quadro da política brasileira e sua total falta de identidade, na qual nunca podemos saber com quem contar. E isso porque me considero alguém pelo menos um pouquinho crítico. Vai se lá saber o que acontece com o voto de quem não se importa tanto assim com “política”. Cheguei ao ponto de duvidar até mesmo de quem diz que entende a política no Brasil. Estou farto de quem diz saber tudo, e parte da culpa por isso é dos nossos próprios governantes. São eles que dizem que entendem demais disso, quando o que fazem por lá demonstra algo bem diferente.

Acredito que nossa única saída é mirar novamente a comparação com o concubino. É necessário o amor próprio. É necessário que obriguemos o adúltero a se decidir, e parar de nos iludir: Ou a esposa, ou nós. Ele não poderá continuar com ambos. Se o governo preferir tomar partido da homofobia, vai ter que arcar com as consequências. Se é de perda de votos que o PT tem medo por comprar a nossa briga, será com perda de votos que teremos que puni-lo se ceder a essa pressão, ao mesmo tempo em que temos que apoiar as iniciativas que se mostrarem efetivamente favoráveis a nós (reclamar tanto quando estão a favor quanto quando estão contra não é produtivo). E com pressões de ambos os lados, restará a eles escolher entre o que é ético, político, e afinado à nossa Constituição, ou isso que está fazendo.

É hora do basta final.

fabiana algarte, curitiba

Posted in bioblog, elas, orgulho with tags on 19/08/2009 by Homofobia Já Era
Inteligente, livre e lúcida como toda mulher deveria ser.Escreve como fala e fala como pensa. E faz tudo isso muito bem.

Diz que namora. Sorte de quem a tem.

Fabiana aka Jisuis é
da equipe do blog e também da Homofobia Já Era

fabijisuispb

i am what i am : world outgames

Posted in diversidade, esporte, orgulho, vídeos with tags , , on 10/08/2009 by Luiz Coletto

Copenhagen 2009 World Outgames:


Abertura: 

Os vídeos do World Outgames estão muito bonitos. Falam bem sobre sermos o que somos. Aproveita e dá uma lida no texto do Renato: pílula mágica. Vale a pena.

Abraços. =)

SSC_World_Outgames_2009 world-outgames

outgames

clichê x paradoxo

Posted in comportamento, diversidade, eles, orgulho, vídeos, web with tags on 01/08/2009 by Professor Carlinhos

Eu sou gay, gosto disso e daquilo. Mas eu não gosto disso e daquilo porque sou gay. Tem uma série de  vídeos bem interessantes circulando na internet em que homens gays respondem a questões sobre aqueles clichês ridículos a que costumam ser grudados os homossexuais (como por exemplo: gay gosta de moda, Britney Spears e fazer compras). As respostas paradoxais que os homens do vídeo dão às perguntas fazem a bandeira da luta contra o preconceito ficar ainda mais colorida!

O vídeo é em inglês. Fica a proposta de criarmos, a partir desse espaço, algo semelhante, em português, com as pessoas que frequentam este blog. Que tal?

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Beijos!

off: o presente

Posted in bioblog, cotidiano, elas, orgulho with tags on 24/07/2009 by fffff-

Olá todos,

acabei de receber pelo correio a “surpresa” da minha amiga e admiradora Melissa: uma camisa com uma linda estampa , uma cápsula com texto do Renato Russo e uma carta. Vejam as fotos:

Melissa, Soy loco por ti!

Beijos.

monstros do armário

Posted in bioblog, cotidiano, eles, orgulho with tags , , on 23/07/2009 by Adriano Mascarenhas Lima

being-gayOutro dia eu estava digitando um post na comunidade  HJE, quando surgiu um pensamento dentro da minha cabeça. O “recém-nascido” ficou escondido no meio dos meus miolos por alguns dias, até eu ter passado por uma experiência que o amamentou, fazendo com que crescesse e virasse este texto que vocês vão  ler  agora.

O pensamento era sobre gays homofóbicos.

Sim, você já deve ter lido sobre isso um sem número de vezes: Há homossexuais que, fãs da cultura heteronormativa, e já previamente ensaiados pela necessidade de se enquadrar em padrões e não destoarem muito do “script”, negam a si mesmos e voltam-se contra gays bem resolvidos, que vivem o espetáculo que eles gostariam de viver se tivessem coragem de subir no palco.

Homossexuais que fazem isso por terem internalizado desde pequenos uma rejeição a gays, rejeição essa que os empurrou à auto-negação e fugas confusas, as quais geralmente só terminam quando a pessoa é “flagrada”, pelos outros ou por ela mesma.

Mas a homofobia gay da qual quero falar é a daqueles homossexuais que já entenderam razoavelmente bem seus desejos e os vivenciam sem nenhuma culpa ou auto-ressentimento (Alguns vivenciam até bastante, aliás, ainda que dentro do armário) . O que não os impede, em alguns muitos casos, de continuar reproduzindo o ideário homofóbico em seu cotidiano, como parte do disfarce de hétero.

Na cabeça dessas pessoas, ser homofóbico é algo intrínseco da vida de um não-gay. A experiência eu tive certa vez com um rapaz que conheci na internet, quando eu ainda morava em uma pequena cidade do interior de MG chamada Monte Carmelo.

Como já era de se esperar, uma cidade nesses padrões não é o melhor lugar para se viver como gay, e acho que o cenário já ilustra bem o tipo de homofobia que estou pretendendo apontar desta vez.

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a festa do outing

Posted in arte, letra & música, orgulho with tags , , , , on 22/07/2009 by Professor Carlinhos

Hoje a festa é fora do armário. É hora de sair às ruas empunhando bandeiras diferentes daquelas usadas por nossos pais em tempos de luta por democracia. Eles se prepararam com gritos de guerra e saíram às ruas para manifestar-se em favor de seus direitos. Nós vestimos nossa roupa mais descolada e nos preparamos para uma noite em que a pista de dança fica pequena diante do orgulho que passamos a sentir de nossa própria existencia. Sim: o orgulho gay é a vontade de estar vivo! E estar vivo não é respirar, apenas. Estar vivo é poder andar rebolando sem qualquer culpa. É poder amar e sentir-se amado mesmo em praça pública. É poder vestir sua camiseta pink preferida e andar com a janelinha do ônibus aberta, deixando o vento bater em sua face como se estivesse desfilando no SPFW. É quando toca Sweet Dreams no walkman e se pode repetir o refrão em voz alta sem que os outros olhem feio. Estar vivo é a certeza de que, quando se morre, não se vira purpurina, mas ficam registrados na história alguns rastros de felicidade. Hoje a festa é fora do armário e soltar a franga é a regra latente que implica em dizer pra você mesmo: eu existo e sinto prazer nisso!

Essa introdução toda é só pra apresentar mais uma música do Pato Fu, chamada Woo!

O compositor da banda, John Ulhoa, referiu-se à sua letra como um hino em favor da saída do armário.

É do álbum “Daqui pro Futuro” de 2007.

daqui_pro_futuro



woo!


Faça algo mágico e faça agora
Faça isso rápido e sem demora
Sinta a sua lógica indo embora
Faça algo cínico e dê o fora

Quando algo sai do seu controle
o mundo volta a respirar
A confusão pode ser doce
A perfeição pode matar

Sinta seu espírito ir à forra
Tranque esse cubículo por fora
Veja como é ótimo, não tenha medo
Conte o seu angélico segredo

Quando algo sai do seu controle
o mundo volta a respirar
A confusão pode ser doce
A perfeição pode matar

Woo!




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