Archive for the política Category

1º pronunciamento: 24.02.2011

Posted in direitos GLBTT, política with tags on 25/02/2011 by Homofobia Já Era

"a última homofóbica" do rio de janeiro*

Posted in bullying, ciberativismo, cidadania, mídia, opinião, política, Redes Sociais, web with tags , on 26/01/2011 by Rafael

wanted-rickNo domingo, dia 23 de Janeiro, uma história envolvendo André Fischer, editor do site Mix Brasil, seu namorado, uma amiga e um amigo que está indo pra Berlim fazer um curso de curadoria chocou o Brasil (clique aqui para ler o artigo, intitulado "Caramba, fui vítima de homofobia" ).

Enquanto esperavam na fila para ver uma exposição, foram verbalmente agredidos por uma moça visivelmente perturbada psicologicamente. “Parecia uma pessoa possuída”, segundo o próprio autor do texto. Ligaram para a polícia e para o Brasil Sem Homofobia, não recebendo retorno de nenhum dos dois durante a hora em que ficaram cercando a “homfoboba” (sic) no saguão do CCBB.

O editor do site publicou uma foto e pediu que todos buscassem “a louca” para evitar que ela continuasse agredindo gays. E todos os gays se mobilizaram na busca do que parecia ser a última homofóbica do Brasil. Bastava encontrá-la, que a luta estava encerrada! Uma moça de uns 30 anos, desequilibrada, fora das ruas, vai trazer todos os avanços que a comunidade LGBT almeja. A luta contra o preconceito não começa com as leis, pressionando os governos. Ela começa nas ruas, combatendo indivíduos.

Ok, eu não concordo com isso, e espero que você também não. Mas antes de discordar da solução encontrada por André Fischer, certifique-se de que você é branco, porque, segundo o próprio, chamar alguém de “bicha escrota” equivale a chamar de “preto escroto” qualquer preto escroto que discorde da sua ação (como foi o caso da segurança negra do CCBB).

Já que a comparação foi feita, não precisamos ir longe para ver o quanto a luta negra se diferencia do ato praticado ontem na internet: o sonho de Martin Luther King nunca foi o de publicar em jornais os dados dos racistas. Nelson Mandela também não fez isso. Quem publica fotos de indivíduos com seus endereços, telefones e outros dados é o governo de Uganda, que é declaradamente contra a homossexualidade; prática que é combatida por órgãos contra homofobia em todo o mundo. No caso do editor, seu namorado e seus amigos que vão morar em Berlim, entretanto, fez-se o mesmo. Uma perseguição à bruxa, a última homofóbica do Brasil.

Mandela nunca teria conseguido o que conseguiu publicando fotos de quem não o deixava entrar nos ônibus. Racistas existem ainda hoje e existirão por um longo tempo, infelizmente. O segredo para o fim do preconceito está na lei, e não na cabeça das pessoas. Sendo perseguida, ela, a bruxa do CCBB, não irá parar de odiar gays, mas se a polícia tivesse chegado a tempo, talvez ela não estivesse solta. Ela e tantos outros agressores, assassinos até.

Em nenhum momento do post ou da mobilização na internet, foi-se comentado sobre o engavetamento do PLC 122/2006, projeto de lei que faria deste acontecimento um crime. Poucos homossexuais que sabem o nome, endereço, Facebook e MSN da última homofóbica do Brasil sabem nomear pelo menos um senador que é contra o PLC 122/2006, contra o casamento gay, e por aí vai…

Escolhemos o barraco e a fofoca antes da mobilização e ação política. Agimos como bichas verdadeiramente escrotas. Mais interessante do que divulgar a foto para os internautas, seria levar a foto à delegacia e fazer uma reportagem sobre as investigações. O que importa de verdade são os nossos direitos, que devem ser garantidos pelo Estado. O resto, cada enrustido ou mal-comido que resolva entre as quatro paredes. Ou então atrás das grades!

capuz2 * Essa é a estréia de mais um colaborador do blog: Rafael Puetter é roteirista e videomaker. Acredita que a luta por direitos iguais deve ser parte da vida de todo aquele que é diferente (ou seja, todo mundo). Escreve para o blog http://brinkstv.wordpress.com e no twitter @rafucko.

com licença, eu vou à luta (em 17.12.2010 )*

Posted in cidadania, direitos GLBTT, política on 27/12/2010 by Homofobia Já Era

JW1 Jean Willys,1º deputado federal homossexual brasileiro

“ Ontem eu me diplomei deputado federal pelo Psol do Rio de Janeiro. Durante a cerimônia, realizada com pompa no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com a presença das estrelas da política nacional, rememorei minha vida até aqui como se ela fosse um filme. Muitos de vocês sabem que a injúria contra os homossexuais provoca quase sempre estragos irreparáveis à subjetividade ou à alma de uma pessoa.

Agora imaginem essa infância gay combinada à pobreza extrema em que vivíamos na periferia de Alagoinhas, em que sequer água e sanitário havia nas casas de aluguéis em que morávamos… Não bastasse a miséria, e talvez mesmo por conta dela, meu pai enfrentava problemas com alcoolismo e, por isso, não parava nos subempregos que, vez em quando, permitia-lhe trazer comida pra casa. Minha mãe trabalhava como lavadeira para não nos deixar morrer de fome e, para ajudá-la nessa tarefa nobre, eu fui, aos 10 anos, para o mercado de trabalho informal. Trabalhava num turno e estudava em outro. Aos sábados e domingos, eu e meus irmãos nos dedicávamos às atividades do centro comunitário da Baixa da Candeia.

Diante das necessidades, minha mãe queria que a gente abandonasse a escola para se dedicar mais ao trabalho: conseguir uma vaga numa oficina mecânica qualquer ou de cobrador de ônibus. Para ela, era importante que fôssemos honestos e respeitássemos o que era dos outros. Mas, para minha mãe, não era tão importante que a gente estudasse, pois, na cabeça dela, dedicação a estudos era coisa de gente rica. Mas eu sempre gostei de aprender e de ler. Sempre gostei da escola, e para a escola eu ia mesmo nos dias em que não havia absolutamente nada para comer lá em casa, e aos sábados e domingos passava horas na biblioteca da casa paroquial lendo livros.

Livros que me deram valores humanistas e a preocupação com o outro, típicos do cristianismo – sim, porque se, por um lado, o cristianismo fundamentalista e sua ameaça ao Estado laico e de direitos nos apavoram, por outro, é inegável que foi o cristianismo que nos trouxe essa ideia de que o que torna um homem virtuoso são os seus atos, ou seja, para o cristianismo, um ser humano é virtuoso quando age em favor do bem comum; livros que me levaram ao movimento pastoral da Igreja Católica – eu me engajei na pastoral da juventude estudantil e na pastoral da juventude do meio popular – e ao trabalho nas comunidades eclesiais de base. A família de meu pai sempre foi ligada ao candomblé, mas eu só vim me aproximar e me aprofundar nessa religião depois dos 20 anos.

Leitura e livros que me fizeram ver a televisão com outros olhos (televisão que só chegou à minha casa quando eu tinha 11 anos). Livros que me fizeram escapar dos destinos imperfeitos aos quais ainda estão condenados os meninos e meninas dos bolsões de pobreza. Formei-me em informática no ensino médio, numa instituição de excelência voltada para alunos de escolas públicas do Nordeste que estivessem acima da média 8: a Fundação José Carvalho; entrei no mercado formal de trabalho bem remunerado; nesse mesmo ano fiz vestibular para Jornalismo na Ufba, onde me formei; trabalhei anos como jornalista e, depois de concluído o mestrado, passei a me dedicar mais ao ensino superior.

Deixei os anos de miséria para trás (não que eles ainda não me assombrem); fiz a tal mobilidade social sem contar com a ajuda financeira dos meus pais – que, ao contrário, dependiam de mim – nem de apadrinhamentos de qualquer tipo!

Eu, que  poderia ter morrido de fome ou por falta de serviço de saúde público; que poderia ter sumcumbido a uma bala de revólver da polícia ou dos bandidos ou à homofobia que reina nas comunidades, transformei minha vida e a de minha família para melhor. Poderia me contentar com isso e só olhar para frente! Mas, e os que ficaram para trás? Aqueles que, abandonados pelo Estado à própria sorte, não tiveram a força de vontade de resistir e sobreviver à miséria?  E aqueles que ficariam para trás, que estariam fadados a morrer vítimas das guerras de quadrilhas ou nas mãos da polícia, como aconteceu a muitos dos meus colegas da Baixa da Candeia? E aquelas crianças homossexuais que não sobreviveriam ao ambiente de hostilidade homofóbica? Como é possível viver contente se seus semelhantes ainda são vítimas das injustiças? Pode haver gente egoísta no mundo, mas eu não faço parte dela! Ter uma vida confortável, relativamente segura e trabalhar, por meio da educação superior e do jornalismo, pelos direitos humanos, não me impediram de reconhecer que isto ainda é pouco; que eu posso fazer mais para melhorar a vida dos outros e que este muito mais passa necessariamente pela política. Daí eu ter decidido me candidatar a deputado federal. Então, agora que me diplomei, eu lhes digo: com licença, eu vou à luta!

 

* publicado originalmente em

Thumbnail via WebSnapr: http://www.correio24horas.com.br/colunistas/detalhes/artigo/jean-wyllys-com-licenca-vou-a-luta/

deputado Jean Wyllys esclarece:

Posted in política with tags on 09/12/2010 by Homofobia Já Era

Tendo em vista as notícias veiculadas sobre liminar concedida pelo Ministro Marco Aurélio Mello, do TSE, O PSOL-RJ e Assessoria de Comunicação de Jean Wyllys vêm manifestar-se:

O PT do B, nas eleiçöes de 2010, teve indeferidos os registros de dezoito candidatos a deputado federal, que totalizam 18.687 votos nulos. Inconformado por não alcançar o quociente eleitoral para eleger sequer um candidato a deputado Federal, impetrou junto ao TSE, Mandado de Segurança com pedido de medida liminar contra o Acórdão do TRE-RJ que proclamou o resultado das eleições proporcionais de 2010. Cabe salientar que existe divergência doutrinária e jurisprudencial quanto a competência do TSE para apreciar e julgar ato de Presidente de Tribunal Regional.

O PT do B obteve 176.648 votos válidos, enquanto o mínimo necessário para eleger um deputado federal, no Estado do Rio de Janeiro, era de 178.448, portanto, não logrou eleger nenhum deputado. O PSOL-RJ recebeu 320.244 votos válidos, o que lhe dá o direito a duas cadeiras na Câmara Federal, conforme quociente eleitoral.

Mesmo após computados todos os votos dos candidatos INDEFERIDOS, de todos os partidos, o PSOL-RJ continuaria com duas cadeiras de Deputado Federal, não alterando o quadro eleitoral do partido e, consequentemente, mantendo a vaga de JEAN WYLLYS.

Importante acrescentar, que caso viessem a ser computados os votos dados aos candidatos indeferidos, os cálculos teriam que ser feitos por todos os TREs do Brasil, ocasionando alterações significativas em diversos estados. Ainda assim o PSOL-RJ permaneceria com duas vagas de deputado federal.

Resta lembrar que o parágrafo único do artigo 16-A da Lei 9.504/1997, alterada pela Lei. 12.034/2009, expressa:

Art. 16-A. O candidato cujo registro esteja sub judice poderá efetuar todos os atos relativos à campanha eleitoral, inclusive utilizar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e ter seu nome mantido na urna eletrônica enquanto estiver sob essa condição, ficando a validade dos votos a ele atribuídos condicionada ao deferimento de seu registro por instância superior. (Incluído pela Lei nº 12.034, de 2009) Parágrafo único. O cômputo, para o respectivo partido ou coligação, dos votos atribuídos ao candidato cujo registro esteja sub judice no dia da eleição fica condicionado ao deferimento do registro do candidato. (Incluído pela Lei nº 12.034, de 2009).

O TRE-RJ ainda não se manifestou quanto ao ”refazimento” dos cálculos, ou seja, a soma dos votos válidos dos partidos políticos com os votos considerados legalmente NULOS dos candidatos indeferidos. Assim, manifestamos nossa posição contrária ao pleito do PT do B, por desrespeitar flagrantemente a Lei.

E se o Jean Wyllys não se manifestou publicamente até agora é porque queria divulgar a notícia de maneira responsável por se tratar de assunto relevante, merecedor de cuidados, visto modificar o resultado da expressão mais legítima do povo brasileiro, a eleição de seus representantes, diferentemente do papel cumprido por uma minoria da mídia que divulga interpretações equivocadas que causam dano à imagem.

A eleição dos companheiros Chico Alencar e Jean Wyllys no Rio de Janeiro foram expressões da resistência política e ética em nosso Estado. Fizemos uma campanha com a ficha e a cara limpa, com idéias e projetos sem placas ou militância paga. O deputado Jean Wyllys foi eleito, será diplomado e temos certeza que fará um excelente mandato.

Neste momento estamos tomando as medidas jurídicas cabíveis, mas acima de tudo estamos certos de que o resultado democrático das urnas será respeitado.

fonte: http://jeanwyllys5005.com.br/nota-do-psolassessoria-de-comunicacao-de-jean-wyllys

 

senadora fátima cleide (pt-rondônia)

Posted in agressão, homofobia, política with tags , on 17/11/2010 by Homofobia Já Era

Discurso proferido dia 17.11.2010

“Sr Presidente
Senadoras e Senadoras

Venho hoje a essa tribuna falar das coincidências da história de quatro jovens brasileiros: Douglas (19), Luis Alberto (23), Rodrigo (20) e Alexandre (14).

Nenhum deles se conheceu, mas tem seus nomes estampados nos jornais, sites e programas de TV em todo o Brasil  pela mesma razão: Vítimas da violência discriminatória e preconceituosa que assola o nosso país.

Douglas Igor Marques Luiz foi baleado no Abdômen no início da madrugada do dia 15 passado.  As testemunhas afirmam que o disparo foi efetuado por um militar do exército, que ao afirmar que “odiava” aquela raça, empurrou o jovem, jogando-o no chão, e realizou o disparo. Mais assustador é que o Comando Militar do Forte de Copacabana afirmou que não houve o disparo, sem mesmo dizer que uma investigação mais aprofundada seria feita.  Felizmente, Douglas não corre risco de morte, mas seguramente carregará consigo a marca da homofobia em sua vida.

Na madrugada anterior ao acontecimento no Rio de janeiro, Luis Alberto e Rodrigo caminham na Av. Paulista, quando aparecem 5 jovens, sendo 4 adolescentes.  Esses começam a ofendê-los com dizeres homofóbicos e em seguida partem para a violência física. Rodrigo consegue escapar, se escondendo numa estação do metrô. Luis Alberto fica a mercê dos cinco agressores, que a chutes e socos quebram duas lâmpadas fluorescentes. Porteiros e seguranças dos prédios próximos socorrem o rapaz e chamam a polícia. Os agressores são detidos.  Felizmente, nem Rodrigo nem Luis Alberto correm risco de morte, mas carregarão as marcas de homofobia por suas vidas.

Dia 20 de junho, Alexandre Ivo, sai de casa, em São Gonçalo-RJ, para assistir um dos jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo. Seria a ultima vez que faria isso.  Depois de uma briga na casa dos amigos onde assistia a competição, foi perseguido, espancado, abatido por barras de ferro e em seguida enforcado.  Os acusados desse horrendo assassinato estavam envolvidos na briga mais cedo e segundo os amigos de Alexandre tudo foi ocasionado pelo discurso homofóbico dos agressores.  O julgamento está transcorrendo, dia 07 de dezembro acontecerá uma nova audiência.  Infelizmente, Alexandre Ivo, de apenas 14 anos, não sobreviveu. Foi morto pelo preconceito e a discriminação homofóbica que toma conta do Brasil.

Segundo o Grupo Gay da Bahia, apenas em 2010, 170 homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis foram assassinados em nossa pátria por conta da homofobia.

Sr. Presidente, Senadores e Senadoras

Quantos ataques e mortes deverão ocorrer para que aprovemos uma legislação que puna e coíba esses crimes? Quantas famílias deverão ser atingidas por essa barbárie? Até quando assistiremos esse horror?

Venho aqui em nome dos homens e mulheres desse país que acreditam em uma sociedade mais justa e digna, onde não há espaço para qualquer tido de discriminação e preconceito, exigir que as providências cabíveis sejam tomadas e que os agressores sejam punidos.  Que o Exército Brasileiro esclareça melhor o ocorrido na pedra do Arpoador.  Que justiça seja feita em São Gonçalo e em São Paulo.

Aproveito a oportunidade para convidar os Senadores e a população em geral para participarem da audiência pública sobre o Bullying Homofóbico que realizaremos na Comissão de Educação desta casa.

Quero também, me solidarizar com os três jovens sobreviventes aos ataques, seus familiares e amigos, e em especial  a mãe Angélica Ivo que tem sido uma guerreira na luta pela condenação dos assassinos de seu filho.

Por fim, convoco mais uma vez aos Senadores e Senadoras para que façamos um grande esforço para a aprovação do PLC 122 que pretende dentre outros temas, criminalizar a homofobia no Brasil.

Era o que tinha a dizer.

Muito obrigada”.

um texto que envergonha os gays que votaram democraticamente em josé serra

Posted in ciberativismo, política with tags on 02/11/2010 by Homofobia Já Era

 

* Uma Tragédia Anunciada para o Brasil

Por Marcos Freitas

“ Ganhando na região sul, boa parte da região sudeste, centro-oeste e norte do país, José Serra não é eleito a presidência do Brasil. Apesar de sua derrota nas urnas, considero José Serra o grande vitorioso nesse processo eleitoral. Nos últimos meses assistimos a maior rede de mentiras sendo instaurada no nosso país, contra quem justamente colocou esse país no rumo certo a trilhar.

Lula tem os seus méritos, não precisava fazer jogo sujo, se apropriando de méritos do governo de FHC e criando factoides contra José Serra, dizendo que o nosso candidato iria privatizar a Petrobras e entregaria o Brasil nas mãos de empresas internacionais. Fato é: privatizações aconteceram, mas poucas pessoas param para analisar o bem que tais privatizações fizeram ao Brasil.

Podemos enumerar várias empresas que passaram do controle estatal para o privado, mas vamos nos atentar apenas ao caso da Telesp, a maior privatização que o Brasil já teve. Antes de 1998, para possuirmos uma linha telefônica, tinha que compra-la, o valor era equivalente ao de um carro usado. Poucas famílias possuíam esse serviço, que hoje é tido como essencial. A venda da empresa se concretizou por pouco mais de 22 bilhões e abriu o mercado brasileiro para as telecomunicações. Hoje, temos mais telefones celulares, do que telefones fixos. É um segmento importante na economia do país, que se consolidou com a privatização promovida pelo governo FHC e que a campanha de Dilma usou essa consolidação para ilustrar o "sucesso" do governo Lula.

Foi no governo do Fernando Herinque que os programas assistenciais que hoje compõem o pacote chamado "bolsa-família", se originaram, são eles: auxilio-gás, bolsa-escola e cartão alimentação. Também foi no governo FHC que se originou o "Luz para Todos", no governo anterior o programa levava o nome de "Luz do Campo", o governo Lula mudou o nome do programa para descaracterizar a sua origem e se apropriar do mesmo. Mentiras como: Serra irá acabar com programas sociais e que privatizará a Petrobras ganharam forças e aponto tais fatores como motivações para a não-eleição de José Serra.

De um lado tínhamos um candidato que todos conhecem, que foi Deputado, Secretário de Planejamento, Ministro da Saúde, prefeito e governador de São Paulo, do outro lado tínhamos Dilma, uma candidata que ninguém conhece, ninguém viu. A história recente de Dilma são cheias de escândalos, como Secretária da Fazenda em Porto Alegre ela foi um desastre, deixando a secretária um caos e até hoje apontada como a pior administração que Porto Alegre já teve. Na Casa Civil, Dilma com a sua amiga Erenice encabeçaram um complexo sistema de corrupção e loteamento de cargos, beneficiando até o seu acupunturista. Com escândalos a tona e sendo amplamente divulgados na imprensa, não consigo compreender a eleição de Dilma.

Hoje o Brasil regrediu, a eleição de Dilma Rousseff representa o atraso e um passo a frente para uma ditadura de esquerda que ganha força na américa do sul. Hoje o Brasil se iguala a Venezuela, fato que deixa a nossa democracia ameaçada. O Brasil que antes era visto como exemplo de diplomacia, hoje é ironizado no cenário internacional. As relações próximas com o Irã, um governo ditador, fragilizaram a imagem do nosso país. É uma vergonha eleger uma mulher como presidente que mantém relações próximas com um governo que discrimina mulheres e não respeita os direitos humanos. Hoje o Brasil retrocede e se não for uma oposição forte e séria, o que vemos hoje é um princípio de uma tragédia anunciada.”

* originalmente publicado no Blog “Diversidade Tucana”

parabéns excelência,

Posted in política with tags on 09/10/2010 by Homofobia Já Era

No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
Pra que nossa esperança seja mais que a vingança
Seja sempre um caminho que se deixa de herança
No novo tempo, apesar dos castigos
De toda fadiga, de toda injustiça, estamos na briga
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
De todos os pecados, de todos enganos, estamos marcados
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos em cena, estamos nas ruas, quebrando as algemas
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
A gente se encontra cantando na praça, fazendo pirraça.

Ivan Lins e Vitor Martins – Novo Tempo

 

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assim melhoramos

Posted in política with tags , , on 25/09/2010 by Homofobia Já Era

Gay assumido, o candidato a deputado federal pelo PV do Rio de Janeiro Sérgio Camargo tem em suas propostas lutar em Brasília pela união entre iguais.

"O preconceito é burro e silencioso, não deixa o ser humano ver curtas distâncias à sua frente, mostra-nos de forma quieta, e quase imperceptível o quanto somos ignorantes. Ignorância traduz-se pela ausência de conhecimento de algum tema. Então conheçam todos. Somos homossexuais sim, queremos nos casar, constituir família, ter filhos, ainda que não gerados por nós mesmos, e de certa forma temos condição de auxiliar o social retirando das ruas crianças abandonadas, ou será melhor deixá-las ao sabor da marginalidade e do descaso?", questiona o candidato.

por Tathiana Barbar  da Folha on-line

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adoção e religião

Posted in política with tags , on 20/01/2010 by Professor Carlinhos

São Sebastião por Guido Reni (séc XVII)

Em dezembro de 2009, a aprovação da lei que autoriza casais gays a adotarem crianças na Cidade do México criou uma enorme polêmica e fez com que instituições conservadoras, como a Igreja Católica, manifestassem a respeito da legislação (um direito que até então não havia sido reconhecido em nenhum país da América Latina).

A Igreja Católica do México afirmou que “entre as ‘verdadeiras razões’ para se opor a adoção de crianças por pessoas do mesmo sexo, está a autoridade moral que lhe confere a ‘vergonhosa e dolorosa experiência’ que tem tido com os casos de pederastia de alguns sacerdotes e a ‘grave possibilidade’ de que uma parte dos homossexuais venha adotar menores ‘com o perverso propósito de usa-los para pornografia infantil, abuso sexual, prostituição, etc'”.

A Igreja, em uma carta escrita pelo cardeal Norberto Rivera, afirma, ainda, que “por mais bem intencionados que possam ser alguns papais homossexuais, o seu estilo de vida afetará de muitas maneiras à criança. Se disser: quando grande quero ser como meu papai, a que estará se referindo: a usar saia, maquiar-se, convidar outros homens a dormir com ele?”.

Essa notícia pode ser lida (em espanhol) no site Diario Digital Transexual.

Texto originalmente publicado no blog Página Escondida.

concubinos do poder

Posted in direitos GLBTT, opinião, orgulho, política with tags , , , , , on 13/01/2010 by Adriano Mascarenhas Lima

 

Estava passeando pelo calçadão de Ribeirão Preto no intervalo diário de 15 minutos que faço no meu trabalho, e, como de costume, fui à banca de revistas dar uma olhada na capa dos jornais do dia. Sempre faço isso para saber do que anda falando a mídia impressa. Infelizmente, não disponho de dinheiro pra comprar jornais todos os dias, e essa foi uma das maneiras que encontrei de não me desligar totalmente daquilo que chega às pessoas por meio dos diversos canais de comunicação em massa (Está certo que, ultimamente, eles só vinham servindo pra me aborrecer, mas tudo bem, é sempre bom saber mesmo assim). Foi quando vi uma matéria de capa mencionando o recuo do governo do PT quanto a algumas questões do Programa Nacional de Direitos Humanos. O que pensei na hora? Só uma coisa:

Que decepção.

Pra quem não chegou a ficar sabendo nem mesmo da apresentação de tal programa, ele se trata de um documento oficial, elaborado a partir de reivindicações da sociedade em diversas conferências, e tem por objetivo orientar os poderes públicos na promoção dos direitos humanos. Este programa, que é o terceiro de seu tipo, incluia questões de grande interesse da comunidade LGBT, tais como o casamento gay, a consideração da autodeclaração de cidadãos LGBT, e a possibilidade de travestis e transsexuais poderem escolher seus nomes em documentos oficiais sem necessidade de decisão judicial.

Minha primeira (logo, mais espontânea) reação, quando soube foi de esperança. Não uma esperança oriunda de fascinação por um gracejo de certa forma tardio por parte do governo, mas uma esperança mais realista, segundo a qual nós já estivéssemos, pelo menos, “seguindo a tendência”, trilhando caminhos antes já trilhados por outros países, até mesmo da América Latina. Nunca achei o Brasil um exemplo de protagonismo político, mas a minha esperança era que estivéssemos, no mínimo, seguindo – ainda que atrás, ainda que timidamente – o fluxo do futuro.

As reações posteriores foram mais ponderadas, e bateu o ceticismo. Também não do tipo de ceticismo mais comum, que seria duvidar da iniciativa pura e simplesmente por ter sido governamental e em ano eleitoral. Para ser bem franco, isso não me incomodaria, e, pelo contrário, significaria até um avanço, em vista de que nunca fomos matéria de discussão em campanhas eleitorais presidenciais. Alguém se lembrar de nós tão expressamente já poderia até ser considerado um avanço. O ceticismo a que me refiro tem mais a ver com o fato de este ser apenas um programa de diretrizes, e que ainda levaria mais uns bons anos para resultar em algo concreto, estando restrito ao plano etéreo das idéias neste momento. Percebam que, mentalmente, não lidei em momento algum com a possibilidade de um recuo…

Dosando esperança e ceticismo com minhas próprias medidas, optei por acompanhar as discussões sobre esse programa com certo distanciamento. Tem sido minha postura para tudo o que diz respeito à política institucionalizada neste país. Refiro-me a “política institucionalizada” como essa que chama a si mesma de “política” o tempo todo, e que, evidentemente, não encerra todo o significado do termo.

Diferentemente de mim, várias vozes se ergueram em protesto quando o programa foi divulgado. Essas vozes de protesto disseram muitas coisas. Destas, as de dentro da comunidade LGBT disseram que se tratava de uma iniciativa eleitoreira, querendo apenas os votos do arco-íris para a candidata do PT à presidência, Dilma Roussef. Outras, de setores reacionários da sociedade, não gostaram muito da possibilidade de finalmente termos esses direitos elementares, e foram às pressões contra o documento. Outras, ainda, influenciadas pelas primeiras certamente, já começaram com os temores da perda de votos e reclamaram dentro do próprio governo, pedindo pela retirada do casamento gay do rol destas propostas.

O resultado: Essas vozes foram ouvidas. E o casamento gay aparentemente não constará no documento que o governo entende como diretrizes de direitos humanos para a nação. Fomos preteridos. Jamais pensei que o referido programa pudesse ter saído do governo sem que os envolvidos em sua ratificação tivessem chegado a um mínimo consenso sobre o que apresentar à sociedade. Jamais esperei, eu, que até então me considerava simpatizante do PT, que as lideranças do partido batessem tanto a cabeça e fossem capazes de papel tão traidor e vexatório.

É sem vergonha alguma que admito aqui que fui enganado, porque os enganados jamais deveriam sentir vergonha pelo mau-caratismo alheio. O governo, ao se posicionar de modo inicialmente favorável para depois voltar atrás, brincou com os meus sonhos, sentimentos, expectativas e esperanças. E eu estou certo de que não falo apenas em nome de Adriano Mascarenhas, mas de todos nós.

O governo agiu como um homem casado que promete a seu amante gay secreto que ele passará a ser seu, para em seguida voltar à segurança de sua família de aparências, que ele jamais teve intenção real de largar. E, assim, como concubinos do poder, seguimos à mercê dos compromissos de nossos políticos para com o conservadorismo e o atraso desumanos que tanto nos assolam e impedem que nosso país entre verdadeiramente no grupo dos países capazes de fazerem a diferença no que diz respeito aos direitos humanos.

Hoje, quando fui pra academia, não consegui tirar esses pensamentos de minha mente, e a frustração até me fez suar mais e quase esmurrar os aparelhos por vezes. Vi vários homens lindos ali dentro, e me perguntei: Será que um dia vou poder me casar com um homem bonito como eles? Será que algum deles é gay também? Será que, se for gay, também tem vontade de se casar um dia? Será que teve essas referências? Será que é fácil um casal gay entender a si mesmo plenamente como casal, em uma sociedade que não dispõe de estrutura ideológica ou legal para lidar com essa realidade e dizer a esse casal que ele “pode” ser? Sinto-me estranho no mundo quando esses pensamentos afloram em situações das mais corriqueiras e percebo que jamais estarei ajustado ao mundo. Agradeço por não sê-lo em alguns quesitos, mas, às vezes, sinto que sentir-se igual a todos seria bom.

Alguns podem dizer que soa disparatado eu mencionar pensamentos e impressões tão pessoais como essas em um texto sobre algo que se pretenderia mais ou menos político, mas peço que não deixem de notar o quanto esses assuntos agem interconectados. A vida de milhões de pessoas é afetada pela política. Neste dia, milhões de pessoas podem ter deixado escapar uma lágrima furtiva mimetizada ao suor. Força e dor me tomaram nesse símbolo da lágrima que não foi só minha.

O que pude foi apenas vir à rede mundial de computadores falar com meus iguais, aqueles entre os quais me sinto compreendido e aceito. E não me restrinjo a me referir a pessoas LGBTTT quando falo de iguais: os meus iguais são todos aqueles que me querem como igual. Sei que deles também é a minha decepção, que não se fia apenas em um programa de diretrizes rejeitado, mas em todo o descaso que segura as cordas dos bonecos de Brasília. A situação é muito mais grave do que faz supor essa pequena vergonha. Sinto-me mais que frustrado, sinto-me idiota perante essa fina teia difusa de lealdades do quadro da política brasileira e sua total falta de identidade, na qual nunca podemos saber com quem contar. E isso porque me considero alguém pelo menos um pouquinho crítico. Vai se lá saber o que acontece com o voto de quem não se importa tanto assim com “política”. Cheguei ao ponto de duvidar até mesmo de quem diz que entende a política no Brasil. Estou farto de quem diz saber tudo, e parte da culpa por isso é dos nossos próprios governantes. São eles que dizem que entendem demais disso, quando o que fazem por lá demonstra algo bem diferente.

Acredito que nossa única saída é mirar novamente a comparação com o concubino. É necessário o amor próprio. É necessário que obriguemos o adúltero a se decidir, e parar de nos iludir: Ou a esposa, ou nós. Ele não poderá continuar com ambos. Se o governo preferir tomar partido da homofobia, vai ter que arcar com as consequências. Se é de perda de votos que o PT tem medo por comprar a nossa briga, será com perda de votos que teremos que puni-lo se ceder a essa pressão, ao mesmo tempo em que temos que apoiar as iniciativas que se mostrarem efetivamente favoráveis a nós (reclamar tanto quando estão a favor quanto quando estão contra não é produtivo). E com pressões de ambos os lados, restará a eles escolher entre o que é ético, político, e afinado à nossa Constituição, ou isso que está fazendo.

É hora do basta final.

programa nacional de direitos humanos

Posted in direitos GLBTT, política with tags , , , on 22/12/2009 by Professor Carlinhos

“Vocês me viram botando a mão no cabelo do Zé Alencar? É que teve um tempo em que tinha caído o cabelo do Zé Alencar. E vocês estão percebendo que a Dilma está de cabelo novo. Não é peruca não, é o cabelo normal dela, que voltou a se apresentar em público”.

Foi assim, de maneira descontraída, que o presidente da República iniciou nesta segunda feira (21 de dezembro) o seu discurso para o lançamento do 3º Plano Nacional de Direitos Humanos.

Lula, fazendo memória do histórico de lutas da classe popular a que vem acompanhando desde quando ainda era metalúrgico, fez referências a alguns episódios importantes de quando ainda não era o presidente do país:

“(…) eu lembro perfeitamente bem a emoção que eu senti na primeira vez em que os catadores de materiais recicláveis, mais popularmente conhecidos como catadores de papel, entraram no Palácio do Planalto e fizeram uso da palavra. Eu lembro quando, pela primeira vez, os sem teto deste país entraram no Palácio, e lembro da emoção do companheiro que fez uso da palavra, dizendo que ele não precisaria conquistar mais nada, só o fato de ele ter entrado no Palácio do presidente da República já era uma conquista que eles não imaginavam”. (Você pode ler o discurso inteiro do presidente aqui)

No documento está sugerida a criação de meios para impedir que símbolos religiosos estejam presentes em estabelecimentos públicos no Brasil. Há também a idéia de inserir nos currículos escolares uma disciplina que ensine aos alunos a Língua Brasileira de Sinais e propõe a criação de uma comissão nacional da verdade para investigar violações dos direitos humanos ocorridas durante o regime militar.

O programa ainda defende o projeto de lei do casamento gay. O programa, como diz o Gazeta On Line do portal da Globo, ainda prevê que os sistemas de informação pública passem a considerar como informações autodeclarações de gays, lésbicas, travestis e transsexuais. O projeto defende ainda que travestis e transsexuais possam escolher seus nomes em documentos sem necessidade de decisão judicial.

O Plano é resultado de um processo de debate que culminou na realização da 11ª Conferência Nacional dos Direitos Humanos (dezembro de 2008, em Brasília). É um documento que apenas estabelece diretrizes e objetivos para orientar o poder público, o que não quer dizer que os governantes irão acatar a todas as sugestões ali expressas. O próprio ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, afirmou que o programa representa um grande passo, mas ainda há muito mais por fazer (leia entrevista com o ministro aqui).

De qualquer forma, esse documento se configura como um passo além na luta contra a homofobia e outras violações de Direitos Humanos.

(off: a Dilma fica melhor de peruca ou com o novo visual?)

leo kret

Posted in comportamento, direitos GLBTT, diversidade, política with tags , on 02/10/2009 by J.W.Kielwagen

A vereadora Leo Kret, eleita com quase 13.000 votos em Salvador/BA, fala sobre transexualidade, preconceito e política em debate durante a primeira Semana da Diversidade de Joinville, no Teatro Juarez Machado, em 23/06/2009.

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