Archive for the vídeos Category

Crime Homofóbico – Cena da Novela "Insensato Coração"

Posted in homofobia, vídeos on 12/08/2011 by Homofobia Já Era

O personagem Vinícius, de forma covarde e amparado por um bando, mata o homossexual Gilvan, outro personagem do enredo da novela. Para quem se sente confuso ao pensar sobre o assunto: O beijo gay, entre 2 homens numa mídia aberta e ficcional, uma novela por exemplo, é algo simbólico e político. Não é um capricho amoroso ou um anseio romântico. Seria a maneira da mídia dizer: sim, gays podem existir e serem respeitados como qualquer casal straight. A agressão seguida de morte que ocorreu em substituição a isso na novela "Insensato Coração", mesmo com a punição do culpado, passou outro recado: Sim , gays podem ser agredidos até a morte. Depois, o problema é da justiça. Não é pra isso que lutamos. Para enterrar nosso mortos e depois processar os culpados. Lutamos para sermos felizes, respeitados mas VIVOS.

Programa "Melhor e Mais Justo": União Estável

Posted in mídia, União Civil Homoafetiva, vídeos with tags , , on 11/08/2011 by Homofobia Já Era

As relações homossexuais sempre foram vistas de forma preconceituosa no Brasil, um país construído culturalmente sobre o moralismo católico.
Apesar da aprovação da união homoafetiva por unanimidade no supremo tribunal federal, a luta para obter a igualdade de direitos ainda promete ser longa.
Programa “Melhor e Mais Justo” exibido em 30/06/2011

tvt

 

Parte 1

Parte 2

 

Parte 3

Kazaki

Posted in homoerotismo, letra & música, vídeos with tags on 22/02/2011 by Homofobia Já Era

get outta my way by kylie minogue

Posted in letra & música, vídeos with tags , on 09/02/2011 by Homofobia Já Era

gudds – grupo universitário em defesa da diversidade sexual

Posted in homoerotismo, vídeos on 19/11/2010 by Homofobia Já Era

Vídeo em promoção do respeito à diversidade sexual produzido pelo GUDDS – Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual – ligado ao NUH – Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania  GLBT da  UFMG.

ultra naté “automatic”

Posted in homoerotismo, vídeos, Youtube on 10/11/2010 by Homofobia Já Era

katy perry and “it gets better” project

Posted in ciberativismo, letra & música, vídeos with tags , on 05/11/2010 by Homofobia Já Era

burhan g

Posted in homoerotismo, letra & música, vídeos with tags , on 30/10/2010 by Homofobia Já Era

the lady is dead by pagfilms (israel)

Posted in letra & música, vídeos with tags , on 10/10/2010 by Homofobia Já Era

 

The Irrepressibles:

Thumbnail via WebSnapr: http://www.theirrepressibles.com/

pagfilms:

Thumbnail via WebSnapr: http://www.youtube.com/user/pagfilms

andré fischer

Posted in entrevista, vídeos with tags , on 20/09/2010 by Homofobia Já Era

london by pet shop boys

Posted in vídeos with tags on 24/08/2010 by Homofobia Já Era

se eu pudesse escolher não ser gay, eu não seria

Posted in diversidade, homofobia, mídia, opinião, orgulho, vídeos with tags , on 15/06/2010 by Professor Carlinhos

A participação de três homossexuais assumidos na décima edição do Big Brother Brasil causou uma grande discussão entre os militantes. Alguns comemoraram com entusiasmo a presença de Dimmy, Dr Orgastic e Angélica no programa da rede Globo. Outros protestaram tendo em vista que a participação no programa não garantiria visibilidade, já que os representantes não teriam capacidade de levar o debate sobre os direitos dos GLBTs à mídia. Alguns chegaram a argumentar que Sérgio e Dicésar, especialmente, contribuiriam para uma maior estereotipização, já que os dois eram demasiadamente afeminados (discurso que esconde consigo uma forte dose de homofobia).

Na primeira edição do BBB muita gente curiosa quis comparar o programa a uma experiência científica, como se os participantes fossem ratinhos de laboratório. A realidade, porém, mostrou que não era nada daquilo. Nada de ciência. Nada de filosofia. Imagem, apenas. Uma boa produção, roteiro e edição, como qualquer novela que se preze. Na décima edição os participantes foram divididos por tribos, uma mais questionável que a outra. A única tribo que parecia ter um significado era a dos coloridos (nome que “pegou” dentro do universo GLBT). A direção do programa (diga-se Boninho) foi enfática ao privilegiar a participação dos coloridos.

Quando Dicésar disse em uma conversa com a parceira Angélica que se pudesse escolher não ser gay, ele não seria, muita gente do movimento caiu em cima da diva das boates e paradas gay. Dimmy Kieer, com todo o seu brilho, não escondeu um dilema existencial que – não sejamos hipócritas – está presente na vida de grande parte dos homossexuais. É claro que é necessário fazer campanha pelo orgulho gay, no entanto, não é preciso esconder os dilemas que essa orientação traz para a vida do sujeito.

Essa semana saiu uma propaganda no site da Folha falando sobre o livro A Experiência Homossexual de Marina Castaneda (A Girafa). Sérgio Ripardo escreveu na resenha:

Nunca estamos preparados para sair do armário. Não sabemos o que dizer para amigos, parentes e colegas de trabalho. Tememos suas reações. Pagamos um preço alto por expor em praça pública nossa orientação sexual, ainda estigmatizada. O roteiro mais frequente desse rosário: alguns amigos fogem de você com medo de serem confundidos ou vistos como “metidos com gays”; as namoradas deles desconfiam de você, que passa a ser encarado como uma “ameaça”; dependendo do seu emprego, não espere entusiasmo, afinal, muitas empresas ainda consideram o assunto um tabu.

Na aula sobre machismo e homofobia que dei aos meus alunos, esta semana, eu tive que falar do Freud. Perguntei a um aluno da sala se ele gostava de bife de fígado, ao que ele respondeu: “não”. Então perguntei-lhe quando foi que ele decidiu não gostar de bife de fígado. Silêncio na sala. Aproveitei a brecha para explicar alguma coisa que eu sei sobre o Id: o campo dos desejos é impulso, é animal e é inconsciente, não faz parte daquelas coisas que a gente escolhe. Se o sujeito heterossexual está no ônibus lotado e pára em sua frente uma menina linda e cheirosa, ele não tem como segurar a ereção. A sala foi ao delírio quando eu disse isso, é claro, o que me proporcionou maior segurança para continuar o debate.

Expliquei à galera que o Superego também é inconsciente e é a parte da nossa personalidade responsável pela moral: aquelas regras básicas de convivência que são construídas ao longo de nossas vivências. Segundo Freud, o homem não seria capaz de viver em sociedade se não fosse regido por leis. Assim, o cara no ônibus logo pensaria: “putz, aqui eu não posso” e procuraria sublimar seu desejo. Essa reflexão é feita pelo Ego (parte consciente da nossa personalidade), contei eu à meninada.

Foi aí que chegamos ao ponto: e quando o menino que está no ônibus lotado, voltando do trabalho, fica excitado quando um rapaz bonito, forte e cheiroso pára em sua frente? O que ele vai pensar? A primeira coisa que vem à cabeça é um NÃO do tamanho do mundo. A mesma coisa diz a autora do referido livro em trecho que foi publicado na propaganda do site da Folha:

Com efeito, todas as crianças crescem com a idéia de que um dia vão se casar e formar família: é o que lhes repetem incansavelmente seus pais, a escola, a cultura e a sociedade em geral. Dar-se conta de que isso, provavelmente, não acontecerá, e que será necessário renunciar a um projeto de vida longamente preparado, é um processo extremamente lento e doloroso. Trata-se de uma perda importante e, como em qualquer perda, há um trabalho de luto a ser feito.

Assim, não fica difícil entender a honestidade contida no desabafo de Dicésar. Essa edição do BBB foi positiva, sob o meu ponto de vista, por ter trazido à tona alguns debates que não tinham tido espaço até então.  O pessoal do Homomento registrou no seu site o aumento das pesquisas relacionadas ao verbete “homofobia” quando Dicésar acusou pela primeira vez o seu colega de confinamento (Dourado) de homofóbico.

Os que se empolgaram com a participação dos homossexuais no programa tiveram uma grande decepção quando viram Marcelo Dourado comemorando a vitória do jogo. Mas o jogo é importante pra quem? Ao meu ver, a participação de Dimmy, Serginho e Angélica promoveu uma discussão muito importante e fez com que o público pudesse ver aqueles homossexuais como pessoas comuns, não como aberrações nem como estrelas. O desabafo de Dicésar nos permite realizar outras discussões. Até quando vamos continuar comemorando o “orgulho gay” enquanto as pessoas, especialmente os mais pobres (homossexuais trabalhadores, michês e travestis), sofrem com os dilemas existenciais, com a violência e com a cooptação dos movimentos pelos interesses do capital?

Os que achavam que Angélica, Dimmy e Serginho não eram representantes dos homossexuais na televisão talvez tivessem razão. Mas quem disse que precisamos de representantes? Precisamos, isso sim, de promover um debate e pensar mais profundamente sobre nossa condição para poder transformá-la. Pessoalmente, eu acredito que a participação dessa gente naquele programa nos ajudou a criar alguma reflexão. Era só o que eu esperava deles. E, agora, eu espero que possamos usar dos elementos que nos deram para construirmos de forma mais madura e com seriedade um movimento que verdadeiramente represente os anseios da maioria dos homossexuais desse país e do mundo.

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