Arquivo para LGBT

Programa "Melhor e Mais Justo": União Estável

Posted in mídia, União Civil Homoafetiva, vídeos with tags , , on 11/08/2011 by Homofobia Já Era

As relações homossexuais sempre foram vistas de forma preconceituosa no Brasil, um país construído culturalmente sobre o moralismo católico.
Apesar da aprovação da união homoafetiva por unanimidade no supremo tribunal federal, a luta para obter a igualdade de direitos ainda promete ser longa.
Programa “Melhor e Mais Justo” exibido em 30/06/2011

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Parte 1

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Parte 2

 

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Parte 3

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As crianças vão bem, obrigado!

Posted in direitos GLBTT, homoafetividade, homofobia, homoparentalidade, opinião with tags , , , , , , , , , , on 23/05/2010 by Adriano Mascarenhas Lima

Acho que isso é o que diria qualquer casal gay que já tivesse passado pelas várias lutas árduas e diárias em busca dos direitos de amar. Sim, usei plurais: Não bastassem os percalços que cada homossexual enfrenta, numa ou noutra medida, pelo direito de amar um namorado ou companheiro, casais gays que adotam crianças constatam que essa não é a única forma de amor que lhes é proibida pela sociedade e pelas leis que esta cria do alto de suas “verdades imutáveis” tediosas. O direito de amar filhos também encontra o tom de voz da rejeição.

Gay Parents E esse tom é velho conhecido aos ouvidos já ressentidos com ele. Podemos escutá-lo no áspero desamor do “eu não vou deixar” que um pai autoritário diz para o filho que quer sair. Questionado sobre seus motivos, esse ditatorial e amável pai arquetípico (mais aceito socialmente que o pai gay) justifica-se com um “porque eu sou seu pai e te proíbo”. A imagem que podemos fazer da rejeição à adoção homoparental é bem essa: A de um discurso que não tem mais encontrado como se justificar mas mesmo assim tem insistido em apelar para a preguiçosa “ordem natural das coisas”.

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Veja além das aparências

Posted in comportamento, diversidade, editorial, homofobia, imprensa, opinião, orgulho, revistas with tags , , , , , , , on 11/05/2010 by Adriano Mascarenhas Lima

Adriano Mascarenhas Adoro ingenuidades. Eu mesmo sou um ingênuo confesso. Acho que a palavra é o bem / dom mais precioso que temos, e se uma pessoa me diz algo verossímil – especialmente quando referindo-se a si mesma ou a algo que cuja única fonte necessária seja sua palavra – não fico duvidando não, acredito de primeira.

Imagine só: Você poderá me dizer “Eu estudei na França e falo fluentemente a língua de lá”, e pra mim estará tudo bem, porque vou acreditar na sua palavra. Também espero que acreditem em mim quando eu falar. Mas transparência é tudo. Esses ditos precisam encontrar respaldo na realidade objetiva, ou, do contrário, acabarão sendo desmascarados, colocando em franco descrédito aquele que tiver emitido tais “falsas verdades”. Se eu te perguntasse, na hipótese sugerida, como dizer “A Veja é mentirosa” em francês e você não soubesse me responder, eu poderia te chamar de mentiroso, não poderia? Le magazine Veja est un menteur!

A Veja Mente Este é um texto sobre a reportagem de capa da Veja de 12 de maio de 2010, chamada “A geração tolerância”. A matéria trata da naturalidade com que alguns grupos de adolescentes têm vivenciado sua homossexualidade. Se você é dos meus, você viu “Veja” nessa frase e já ficou com os dois pés atrás. Pois é. Fez bem. Eu poderia deixar de lado minhas animosidades em relação a essa revista e escrever um texto neutro, deixando para expressar meu ponto de vista apenas no final, mas acho que podemos pular essas formalidades, uma vez que não é de hoje que essa revista se mostra inimiga dos movimentos sociais. Em todo caso, vou pedir que leia primeiramente o texto original antes de continuar. Não quero te influenciar demais.

Já foi? Ótimo. Porque se você está lendo este texto, quero crer que você é alguém com pelo menos um mínimo de consciência a respeito da causa LGBT, a ponto de já ter sentido as entrelinhas da matéria e o que nós podemos falar sobre ela.

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Uma Festa Virtual

Posted in comportamento, cotidiano, diversidade, eles, homoerotismo, tecnologia with tags , , , , on 05/05/2010 by Adriano Mascarenhas Lima

A promessa dos sites de pegação é clara: Facilitar encontros entre homens. Sites como o Manhunt e o Disponível devem receber adesões diárias por parte de um público interessado em encontrar alguém, numa ou noutra medida, para propósitos diversos. Fora o “clássico” Batepapo UOL e outros sites com propostas similares a estes.

Poderia eu alicemente suspirar e dizer “Uau, as novas tecnologias e a internet estão melhorando a vida dos gays”. Tá, confesso: De certa forma, eu penso assim mesmo, mas hoje preciso falar aqui é de uma visão menos idealizada desse ambiente virtual de interação entre homens gays. Não é porque eu adoro a internet que vou deixar de refletir sobre ela, certo? Certo!

Primeiro vamos oferecer algum contexto para quem não sabe como funcionam as coisas. Na maioria desses sites, você pode criar um perfil e colocar uma descrição sua e de quem você está procurando, além de acrescentar fotos e fazer buscas por pessoas com características específicas. Se você mora na Zona Sul de São Paulo e quer encontrar perto da sua casa um urso afim de sadomasoquismo e leather, é só dar uns cliques, e, se alguém preencher as características da busca, logo o perfil aparecerá na tela para que você possa entrar em contato e combinar algo.

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Quero ser discriminado também!

Posted in comportamento, diversidade, editorial, opinião, racismo with tags , , , , on 05/05/2010 by Adriano Mascarenhas Lima

Vamos fazer um pequeno exercício de memória discursiva. Se você tivesse que fazer uma lista dos grupos ou tipos de pessoas que mais sofrem preconceito em nossa sociedade, quem você listaria? Homossexuais, Travestis, Negros, Mulheres, Portadores de Necessidades Especiais, Nordestinos, Pobres. Ok, vamos parar nesses primeiros. Claro que poderíamos listar mais, mas a idéia é nos fixarmos nesse “top of mind”. São os tipos de preconceito mais discutidos atualmente, em programas de TV, blogs, fóruns, comunidades em redes sociais, etc. Essa maior exposição do assunto, pelo que tenho percebido, leva a uma maior conscientização da população, gradativamente, ao ponto de, pouco a pouco, esses preconceitos serem forçados a recuar, tornando-se socialmente condenáveis.

Cada um deles encontra-se em condições muito peculiares nesse processo, mas há uma noção clara de onde estamos e onde devemos chegar: o não preconceito. Vamos chamar de “noção clara”consciência de que existe um grupo discriminado, um grupo discriminador, e uma situação que precisa ser mudada. A princípio, pode parecer simplório reduzir a questão dos preconceitos a isso, mas peço que detenham-se nessa idéia por um instante, por favor. Simplicidade é uma virtude que precisa entrar na moda porque suscita a clareza de pensamento necessária para nos livrarmos de algumas armadilhas conceituais.

Estou dizendo isso porque parece haver sempre movimentos contrários ou de desaceleração em relação a esse caminho a ser seguido rumo ao fim dos preconceitos. Um tititi, um ruído na comunicação, seguido por um monte de ecos de pensamentos reacionários, atrasados, e que ficam pondo em questão as demandas do movimento gay a todo tempo, como se nunca qualquer das nossas reinvindicações não pudesse simplesmente “ser” e tivesse que ficar se provando ad infinitum. E dá-lhe relativizações, ressalvas duvidosas, inversões, e todo tipo de falácia a serviço de tentativas de dizer que as coisas “não são bem assim” quando atacamos aqueles que nos oprimem. Analisando isso detalhadamente, temos o seguinte:

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concubinos do poder

Posted in direitos GLBTT, opinião, orgulho, política with tags , , , , , on 13/01/2010 by Adriano Mascarenhas Lima

 

Estava passeando pelo calçadão de Ribeirão Preto no intervalo diário de 15 minutos que faço no meu trabalho, e, como de costume, fui à banca de revistas dar uma olhada na capa dos jornais do dia. Sempre faço isso para saber do que anda falando a mídia impressa. Infelizmente, não disponho de dinheiro pra comprar jornais todos os dias, e essa foi uma das maneiras que encontrei de não me desligar totalmente daquilo que chega às pessoas por meio dos diversos canais de comunicação em massa (Está certo que, ultimamente, eles só vinham servindo pra me aborrecer, mas tudo bem, é sempre bom saber mesmo assim). Foi quando vi uma matéria de capa mencionando o recuo do governo do PT quanto a algumas questões do Programa Nacional de Direitos Humanos. O que pensei na hora? Só uma coisa:

Que decepção.

Pra quem não chegou a ficar sabendo nem mesmo da apresentação de tal programa, ele se trata de um documento oficial, elaborado a partir de reivindicações da sociedade em diversas conferências, e tem por objetivo orientar os poderes públicos na promoção dos direitos humanos. Este programa, que é o terceiro de seu tipo, incluia questões de grande interesse da comunidade LGBT, tais como o casamento gay, a consideração da autodeclaração de cidadãos LGBT, e a possibilidade de travestis e transsexuais poderem escolher seus nomes em documentos oficiais sem necessidade de decisão judicial.

Minha primeira (logo, mais espontânea) reação, quando soube foi de esperança. Não uma esperança oriunda de fascinação por um gracejo de certa forma tardio por parte do governo, mas uma esperança mais realista, segundo a qual nós já estivéssemos, pelo menos, “seguindo a tendência”, trilhando caminhos antes já trilhados por outros países, até mesmo da América Latina. Nunca achei o Brasil um exemplo de protagonismo político, mas a minha esperança era que estivéssemos, no mínimo, seguindo – ainda que atrás, ainda que timidamente – o fluxo do futuro.

As reações posteriores foram mais ponderadas, e bateu o ceticismo. Também não do tipo de ceticismo mais comum, que seria duvidar da iniciativa pura e simplesmente por ter sido governamental e em ano eleitoral. Para ser bem franco, isso não me incomodaria, e, pelo contrário, significaria até um avanço, em vista de que nunca fomos matéria de discussão em campanhas eleitorais presidenciais. Alguém se lembrar de nós tão expressamente já poderia até ser considerado um avanço. O ceticismo a que me refiro tem mais a ver com o fato de este ser apenas um programa de diretrizes, e que ainda levaria mais uns bons anos para resultar em algo concreto, estando restrito ao plano etéreo das idéias neste momento. Percebam que, mentalmente, não lidei em momento algum com a possibilidade de um recuo…

Dosando esperança e ceticismo com minhas próprias medidas, optei por acompanhar as discussões sobre esse programa com certo distanciamento. Tem sido minha postura para tudo o que diz respeito à política institucionalizada neste país. Refiro-me a “política institucionalizada” como essa que chama a si mesma de “política” o tempo todo, e que, evidentemente, não encerra todo o significado do termo.

Diferentemente de mim, várias vozes se ergueram em protesto quando o programa foi divulgado. Essas vozes de protesto disseram muitas coisas. Destas, as de dentro da comunidade LGBT disseram que se tratava de uma iniciativa eleitoreira, querendo apenas os votos do arco-íris para a candidata do PT à presidência, Dilma Roussef. Outras, de setores reacionários da sociedade, não gostaram muito da possibilidade de finalmente termos esses direitos elementares, e foram às pressões contra o documento. Outras, ainda, influenciadas pelas primeiras certamente, já começaram com os temores da perda de votos e reclamaram dentro do próprio governo, pedindo pela retirada do casamento gay do rol destas propostas.

O resultado: Essas vozes foram ouvidas. E o casamento gay aparentemente não constará no documento que o governo entende como diretrizes de direitos humanos para a nação. Fomos preteridos. Jamais pensei que o referido programa pudesse ter saído do governo sem que os envolvidos em sua ratificação tivessem chegado a um mínimo consenso sobre o que apresentar à sociedade. Jamais esperei, eu, que até então me considerava simpatizante do PT, que as lideranças do partido batessem tanto a cabeça e fossem capazes de papel tão traidor e vexatório.

É sem vergonha alguma que admito aqui que fui enganado, porque os enganados jamais deveriam sentir vergonha pelo mau-caratismo alheio. O governo, ao se posicionar de modo inicialmente favorável para depois voltar atrás, brincou com os meus sonhos, sentimentos, expectativas e esperanças. E eu estou certo de que não falo apenas em nome de Adriano Mascarenhas, mas de todos nós.

O governo agiu como um homem casado que promete a seu amante gay secreto que ele passará a ser seu, para em seguida voltar à segurança de sua família de aparências, que ele jamais teve intenção real de largar. E, assim, como concubinos do poder, seguimos à mercê dos compromissos de nossos políticos para com o conservadorismo e o atraso desumanos que tanto nos assolam e impedem que nosso país entre verdadeiramente no grupo dos países capazes de fazerem a diferença no que diz respeito aos direitos humanos.

Hoje, quando fui pra academia, não consegui tirar esses pensamentos de minha mente, e a frustração até me fez suar mais e quase esmurrar os aparelhos por vezes. Vi vários homens lindos ali dentro, e me perguntei: Será que um dia vou poder me casar com um homem bonito como eles? Será que algum deles é gay também? Será que, se for gay, também tem vontade de se casar um dia? Será que teve essas referências? Será que é fácil um casal gay entender a si mesmo plenamente como casal, em uma sociedade que não dispõe de estrutura ideológica ou legal para lidar com essa realidade e dizer a esse casal que ele “pode” ser? Sinto-me estranho no mundo quando esses pensamentos afloram em situações das mais corriqueiras e percebo que jamais estarei ajustado ao mundo. Agradeço por não sê-lo em alguns quesitos, mas, às vezes, sinto que sentir-se igual a todos seria bom.

Alguns podem dizer que soa disparatado eu mencionar pensamentos e impressões tão pessoais como essas em um texto sobre algo que se pretenderia mais ou menos político, mas peço que não deixem de notar o quanto esses assuntos agem interconectados. A vida de milhões de pessoas é afetada pela política. Neste dia, milhões de pessoas podem ter deixado escapar uma lágrima furtiva mimetizada ao suor. Força e dor me tomaram nesse símbolo da lágrima que não foi só minha.

O que pude foi apenas vir à rede mundial de computadores falar com meus iguais, aqueles entre os quais me sinto compreendido e aceito. E não me restrinjo a me referir a pessoas LGBTTT quando falo de iguais: os meus iguais são todos aqueles que me querem como igual. Sei que deles também é a minha decepção, que não se fia apenas em um programa de diretrizes rejeitado, mas em todo o descaso que segura as cordas dos bonecos de Brasília. A situação é muito mais grave do que faz supor essa pequena vergonha. Sinto-me mais que frustrado, sinto-me idiota perante essa fina teia difusa de lealdades do quadro da política brasileira e sua total falta de identidade, na qual nunca podemos saber com quem contar. E isso porque me considero alguém pelo menos um pouquinho crítico. Vai se lá saber o que acontece com o voto de quem não se importa tanto assim com “política”. Cheguei ao ponto de duvidar até mesmo de quem diz que entende a política no Brasil. Estou farto de quem diz saber tudo, e parte da culpa por isso é dos nossos próprios governantes. São eles que dizem que entendem demais disso, quando o que fazem por lá demonstra algo bem diferente.

Acredito que nossa única saída é mirar novamente a comparação com o concubino. É necessário o amor próprio. É necessário que obriguemos o adúltero a se decidir, e parar de nos iludir: Ou a esposa, ou nós. Ele não poderá continuar com ambos. Se o governo preferir tomar partido da homofobia, vai ter que arcar com as consequências. Se é de perda de votos que o PT tem medo por comprar a nossa briga, será com perda de votos que teremos que puni-lo se ceder a essa pressão, ao mesmo tempo em que temos que apoiar as iniciativas que se mostrarem efetivamente favoráveis a nós (reclamar tanto quando estão a favor quanto quando estão contra não é produtivo). E com pressões de ambos os lados, restará a eles escolher entre o que é ético, político, e afinado à nossa Constituição, ou isso que está fazendo.

É hora do basta final.

mídia e movimento LGBT – FUMEC/BH

Posted in direitos GLBTT, diversidade, mídia with tags , , on 03/09/2009 by L E Peret

003 O auditório do Teatro Phoenix, da Fundação Mineira de Educação e Cultura (FUMEC), em Belo Horizonte, ficou lotado – ou, melhor seria dizer, “apinhado de gente, uai!” – na sexta-feira (28/8/2009) para receber os debatedores do evento “A Mídia e o Movimento LGBT”, realizado pela Libertos Comunicação, tradicional entidade mineira na veiculação de informações importantes para a comunidade LGBT, no combate à discriminação em todas as suas formas e na prevenção de DST/HIV, em parceria com a Comissão Mineira Pró-Conferência de Comunicação.

Na platéia, muita gente jovem, principalmente estudantes dos cursos de Comunicação Social (Jornalismo e Publicidade), Direito, Pedagogia e Psicologia da própria Fundação, além das universidades Estácio-RJ, PUC, UFMG, UNI-BH e UNA. Também havia militantes do Grupo de Apoio, Luta e Defesa dos Interesses das Minorias (Galdium) de Itaúna, do CELLOS de Contagem e da Representação Regional Sudeste da Associação Brasileira de Gays (Abragay). O público ria, se emocionava e se encantava com os ótimos vídeos institucionais e publicitários sobre preconceito, cidadania LGBT e prevenção do HIV, que passavam no telão.

O Pró-Reitor de Ensino, Pesquisa e Extensão da FUMEC, Prof. Eduardo Martins de Lima, deu início ao evento, falando do histórico de dedicação e compromisso da instituição com as causas sociais, a educação e a cidadania. Ele declarou que as portas da Fundação estão abertas a eventos dessa natureza, que oferecem esclarecimento e abrem espaço para questionamentos importantes, o que não por coincidência é uma das funções primárias do ambiente universitário.

O presidente da Libertos Comunicação, Osmar Resende, falou da atual situação da Comunicação em nosso país, da futura Conferência Nacional de Comunicação – marcada para acontecer em dezembro – e da importância de se discutir, observar e criticar os veículos de comunicação de massa. Deu especial ênfase à forma como a mídia representa a população LGBT – ou melhor, como a ignora, só dando ênfase aos aspectos “exóticos”, à criminalidade, à marginalidade e aos estereótipos superficiais e preconceituosos. Lembrou que, segundo uma pesquisa feita na própria imprensa, um homossexual é assassinado a cada dois dias e que esse número provavelmente é muito maior, mas a população pouco vê, tal é o descaso da mídia.

Osmar aproveitou para lançar a campanha “Denuncie!”, que divulga endereços para que cidadãos e cidadãs possam cumprir seu papel e informar sobre discriminação, homofobia, racismo, incitação ao ódio e à criminalidade e crimes de pedofilia (vide abaixo a lista completa).

A mesa de debates, bastante animada e esclarecedora, era composta por especialistas e profissionais das áreas de Saúde, Psicologia e Comunicação:

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